Principal área do pré-sal deve produzir em 2015, diz Petrobras

Área de Franco, com 3 bilhões de barris, é a maior do acordo fechado entre empresa e governo na capitalização

A Petrobras deve começar a produzir petróleo no campo de Franco em 2015. A área é, com larga vantagem, a maior das sete que foram analisadas para fechar o preço do barril a ser usado na capitalização da empresa. Para chegar ao valor de US$ 8,51 a ser pago pela estatal à União, governo e empresa fizeram uma média entre esses blocos, já que cada um teve sua cotação.

A área de Franco entra nas contas com 3 bilhões de barris de óleo equivalente (óleo mais gás), pelo valor máximo da média, de US$ 9,04 cada, disse José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, em teleconferência em inglês com analistas no fim de tarde desta quinta-feira. Durante a apresentação, os executivos se recusaram a comentar como será a oferta de ações da empresa. Detalhes só serão divulgados após a publicação do aviso ao mercado, prevista para amanhã.

Com exceção desse grande bloco, os demais apresentados possuem um número bem menor de barris: o entorno de Iara fica com 600 mil barris, Florim com 467 mil, Nordeste de Tupi com 428 mil, Sul de Guará com 319 mil e Sul de Tupi com 128 mil. Há ainda menção de um bloco de contingência, para o caso de não ser descoberto petróleo em um dos outros citados, que é o de Peroba. O menor preço para barril ficou com Iara, a US$ 5,82.

Gabrielli evitou fazer uma previsão de entrada em operação ou início de comercialização da área do pré-sal como um todo, pois insistiu em afirmar que cada bloco tem sido tratado como uma área única. “As características de cada um são muito diferentes. Alguns nem tiveram ainda petróleo descoberto.”

Na apresentação, o executivo contou que a empresa exercerá as atividades de pesquisa e lavra por sua conta e risco e terá a titularidade dos volumes produzidos. Também pagará royalties no valor de 10% da produção. No programa de exploração, estão previstas as aberturas de nove poços de prospecção, dois deles no maior, Franco.

O contrato assinado entre Petrobras e governo prevê também uso de conteúdo local em equipamentos. Na fase de exploração, o conteúdo nacional deve ser de 63%. Na fase de desenvolvimento, será de 35% do total.

Por: Aline Cury Zampieri
Fonte: IG


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