Termo de Referência para Atuação do Sistema SEBRAE em Arranjos Produtivos Locais

Este termo de referência decorre de um aprimoramento da atuação do Sistema SEBRAE para o fortalecimento dos micro e pequenos negócios no contexto do desenvolvimento do território e do setor produtivo que ali se encontra. Esta perspectiva é fruto de um amadurecimento conceitual e operacional que aponta a atuação em ações coletivas, especialmente aquelas focadas nos Arranjos Produtivos Locais – APLs, como estratégia para o aumento da competitividade, incremento da atividade empreendedora, geração de sustentabilidade e inclusão dos micro e pequenos negócios nas políticas de desenvolvimento do Brasil.

Trata-se de um formato que busca potencializar as ações de promoção de desenvolvimento, atuando de forma complementar às políticas para o desenvolvimento de cadeias, regiões e, até mesmo, do país.

O presente termo, que deverá estar em constante evolução, é um instrumento que visa a orientação para o Sistema SEBRAE atuar em APLs convergindo iniciativas institucionais e de atores locais de forma a minimizar a multiplicidade de esforços, otimizar a alocação de recursos, promover o compartilhamento de objetivos comuns e a consolidação de boas práticas de desenvolvimento local.

Termo de Referência para Atuação do Sistema SEBRAE em Arranjos Produtivos Locai – Versão Final – Julho de 2003 ( PDF )

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Mossoró terá fábrica de empresa americana para produção de equipamentos de perfuração de poços de petróleo

A governadora Rosalba Ciarlini recebeu a confirmação de que o estado vai ganhar duas empresas americanas. Uma para fabricação e comercialização de sondas e equipamentos de perfuração de poços de petróleo e a outra de energia solar.

Os investimentos somam mais de US$ 250 milhões. A Falcon Rigs, conforme os sócios-diretores Leo C. Ku e Brian Smith, está com área reservada no Distrito Industrial de Mossoró para a implantação da fábrica que vai atender as necessidades das indústrias de perfuração de bacias petrolíferas terrestres. Um dos principais equipamentos produzidos vai ser o cavalo mecânico para extração do petróleo.

Com relação a área de energia solar, representantes da Fininsolar, Michael Page e Daniel Baca, e a governadora Rosalba Ciarlini asinaram um protocolo de intenções em Nova Iorque, assegurando o investimento. A empresa estima gerar 175 empregos diretos e 400 indiretos. Além de parques solares, vai fabricar os painéis fotovoltaicos para a geração de energia.

Durante a visita a Nova Iorque, a governadora conversou com outros empresários que pretendem investir no Rio Grande do Norte. A expectativa é que alguns deles visitem o estado ainda este ano.

Com informações da Assecom do Governo do Estado


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Nova fábrica na Bahia dará suporte para cadeia do petróleo

Grupo Asperbras e estatal chinesa se unem para investir fábrica de máquinas e equipamentos para prospecção e extração de petróleo e gás, a Bomcobras

O objetivo da parceria é fornecer máquinas e equipamentos para a extração de petróleo e gás

As empresas brasileiras Grupo Asperbras e BRCP, e a estatal chinesa Baoji Oilfield Machinery Company (Bomco), anunciam nesta segunda-feira, em São Paulo, uma parceria para construir uma fábrica de máquinas e equipamentos para prospecção e extração de petróleo e gás, a Bomcobras. Segundo as empresas, o empreendimento terá investimento inicial de 130 milhões de reais. A fábrica será instalada em uma área de 50 mil metros quadrados na região metropolitana de Salvador.

De acordo com as companhias, o objetivo da união é atender a crescente demanda de máquinas e equipamentos usadas pelas empresas que fazem prospecção e extração de petróleo e gás no Brasil. Na associação, a Bomco vai deter 34%, enquanto as brasileiras Aspebras e BRCP somarão juntas 66%. “Vamos fabricar no Brasil todos os equipamentos e máquinas que a Bomco produz na China”, afirma, em nota, o vice-presidente do conselho de administração da Bomcobras e presidente da Asperbras, Francisco Colnaghi.

A linha de produção inclui produtos para exploração no continente e no oceano. Entre os itens estão bombas de lama, tubos e torres de perfuração, guindastes e sondas, cujo alcance pode chegar a 12 mil metros. “Mas não iremos atuar só na venda de equipamentos. O objetivo é também fornecermos peças de reposição, inclusive para equipamentos já em operação”, diz Francisco.

Fonte: Agência do Estado

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FPSO OSX-1 chega ao Rio de Janeiro

O FPSO OSX-1, a primeira unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo e gás a integrar a frota da OSX, chegou ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira, dia 6, concluindo com êxito a sua viagem de Cingapura para o Brasil. O trajeto teve a duração de 45 dias, conforme antecipado pela Companhia.

Afretado pela OGX pelo prazo de 20 anos, o destino do FPSO OSX-1 será a acumulação de Waimea, na Bacia de Campos, onde a unidade dará início ao processo de produção do primeiro óleo de seu cliente âncora.

A unidade foi construída na Coréia e customizada em Cingapura pelo estaleiro da Keppel. O OSX-1 tem 271,75 metros de comprimento e capacidade de armazenamento de até 900 mil barris de petróleo.

Nos próximos dias, o FPSO OSX-1 passará por procedimentos obrigatórios junto às autoridades brasileiras competentes. Cumprida esta etapa, a embarcação estará em águas abrigadas no Rio de Janeiro, para deslocamento rumo ao campo de produção, na Bacia de Campos.

“A equipe da OSX compartilhou com muito orgulho a rotina dessa viagem pioneira, através do hotsite do FPSO OSX-1. Para nós, a chegada ao Brasil dessa embarcação representa dois marcos inaugurais. Entregamos a unidade de produção que produzirá o primeiro óleo de nosso cliente âncora OGX. E, ainda, inauguramos a frota de unidades offshore da OSX, que será composta por dezenas de unidades similares na próxima década. A frota de produção da OSX será instrumental para a transformação de nosso País em um dos maiores produtores de petróleo do mundo, abrindo um horizonte de oportunidades para as futuras gerações de brasileiros!” afirmou Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, Diretor Presidente da OSX.

Sobre a OSX:

A OSX é uma companhia do setor de equipamentos e serviços para a indústria offshore de petróleo e gás natural, com atuação em três segmentos: construção naval, fretamento de Unidades de E&P e serviços de O&M. A OSX foi constituída para suprir a demanda da indústria brasileira por soluções integradas de serviços e equipamentos para a produção offshore de petróleo e gás natural. Em março de 2010, a empresa captou recursos na ordem de R$ 2,5 bilhões em sua oferta pública de ações, no 7º maior IPO primário da história da BM&FBOVESPA. A maior Unidade de Construção Naval das Américas, instalada no Complexo Industrial do Super Porto do Açu, situado no Distrito Industrial de São João da Barra, recebeu sua licença prévia em Fevereiro/11 e sua licença de instalação em Junho/11. O projeto da UCN Açu recebeu em Maio/11 prioridade de financiamento pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante – CDFMM. Atualmente, o order book estimado da OSX é de 48 equipamentos, que correspondem a cerca de US$ 30 bilhões, dos quais US$ 4,8 bilhões já estão confirmados. O financiamento privado internacional do FPSO OSX 1 mereceu a conquista dos prêmios internacionais “Deal of the Year – 2010”, na categoria “Project Finance”, da revista Marine Money, e “Shipping Debt Deal of the Year – South America”, de Jane´s Transport Finance Awards. A OSX integra o Grupo EBX, conglomerado empresarial fundado e liderado pelo empresário brasileiro Eike Batista, que possui comprovado histórico de sucesso no desenvolvimento de novos empreendimentos nos setores de recursos naturais e infraestrutura, dentro dos mais elevados padrões de tecnologia e sustentabilidade.

Fonte: Sarah Moraes/Agência Ideal

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Brasil testa uso do etanol para gerar energia na Antártica

Investimentos no projeto somam R$ 2,5 mi. Parceria é entre Petrobras Biocombustível, Vale Soluções em Energia (VSE) e Marinha do Brasil

O uso do etanol em condições atípicas será analisado em testes que durarão aproximadamente um ano

O etanol brasileiro, usado tradicionalmente como combustível, será testado também para a produção energética em condições extremas. Através do uso de uma tecnologia nacional, a marinha brasileira irá testar esta energia na Estação Antártica Comandante Ferraz.

O projeto é fruto de uma parceria, cujos investimentos vieram da Petrobras Biocombustível, da Vale Soluções em Energia (VSE) e da Marinha do Brasil, e somam R$ 2,5 milhões. A proposta deve substituir totalmente o uso do diesel mineral, pelo etanol hidratado.

O intuito destes testes é elevar a qualidade das operações brasileiras na Antártica. Mas, a tecnologia pode se tornar uma alternativa mais sustentável também aos países que dependem de combustíveis fósseis ou carvão para suprirem suas demandas energéticas.

“Queremos desenvolver na geração de energia elétrica limpa o mesmo conhecimento e competência que temos nas áreas de etanol combustível”, declarou Ricardo Castello Branco, diretor de etanol da Petrobras Biocombustível, à Agência Estado.

O etanol usado especificamente para a geração de energia é ainda mais limpo do que o modelo usado como combustível. “Ao contrário do motor que desenvolvemos para ônibus coletivos que estão sendo testados em São Paulo, o gerador da Antártica não precisa de um aditivo extra e funciona apenas com o etanol hidratado puro”, explicou James Pessoa, presidente da VSE.

Os testes no continente gelado devem durar aproximadamente um ano, período em que o uso do etanol em condições atípicas será analisado. Para isso, a Petrobras disponibilizou 350 mil litros de etanol hidratado e também o transporte do combustível. O gerador utilizado possui capacidade de 250 quilowatts, e a expectativa é de que ele produza energia suficiente para abastecer toda a estação.

Fonte: Enxame

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Arábia Saudita não deve elevar capacidade em petróleo

Um executivo do setor de petróleo afirmou que a Arábia Saudita não deve avançar com planos para elevar sua capacidade de produção de petróleo para 15 milhões de barris por dia, uma vez que planos de expansão em países produtores como Iraque e Brasil devem ser suficientes para atender aos mercados mundiais.

“Não existe motivo para a Saudi Aramco buscar 15 milhões de barris (de capacidade de produção)”, disse o diretor executivo da Saudi Arabian Oil Co., mais conhecida como Saudi Aramco, Khalid Al Falih, em uma entrevista ontem.

“É difícil ver (um aumento da capacidade) porque há muitas variáveis acontecendo”, disse ele. “Existem muitos anúncios sobre massivas expansões de capacidade vindo de países como o Brasil, ou o Iraque. A demanda do mercado será atendida por outros.”

A Saudi Aramco produz atualmente 9 milhões de barris de petróleo por dia, depois de elevar sua produção neste ano para compensar perdas da Líbia. A capacidade de produção da empresa atual é de 12 milhões de barris por dia, embora o país como um todo possa produzir 12,5 milhões de barris por dia se for levada em consideração a produção da chamada Zona Neutra, dividida com o Kuwait.

A Arábia Saudita é o único membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo que pode elevar significativamente a produção para compensar problemas no mercado. A Saudi Aramco, pertencente ao reino da Arábia Saudita, tem atividades em exploração, produção, refino, distribuição, embarque e comercialização. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Agência do Estado

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Rosneft pagará R$ 1,7 bilhão para explorar petróleo na Venezuela

Gigante russa também pode fechar uma parceria para desenvolver o projeto, segundo o jornal Kommersant

A gigante estatal de petróleo Rosneft, da Rússia, pagará US$ 1 bilhão (R$ 1,7 bilhão) pelo acesso ao bloco venezuelano Carabobo 2, e pode fechar uma parceria para desenvolver o projeto, informou o jornal russo Kommersant neste sábado. A PDVSA, estatal de petróleo da Venezuela, afirmou na sexta-feira que iria fazer uma parceria com a Rosneft, a maior produtora do óleo da Rússia, para trabalhar no bloco de Carabobo 2, no sul do cinturão de Orinoco.

As partes não forneceram detalhes sobre o acordo, que foi fechado durante uma visita do primeiro-ministro russo Igor Sechin. A Rosneft vai pagar US$ 600 milhões pelo direito de desenvolver o campo de petróleo, com o pagamento de US$ 400 milhões depois que a decisão final de investimento for tomada, disse o Kommersant, creditando a informação a fontes próximas às negociações.

O jornal também informou que a PDVSA vai ter 60% da joint-venture, enquanto a Rosneft, com 40%, pode procurar um parceiro para desenvolver o projeto.

Fonte: Agência Reuters

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Petrobras: Progredir atinge R$ 604 mi em financiamentos

O Progredir, programa da Petrobrás voltado ao financiamento da cadeia de fornecedores da estatal, somou 115 financiamentos, no valor de R$ 604 milhões, segundo informou, hoje, o diretor Financeiro da empresa, Almir Barbassa, em Curitiba, no Paraná. Segundo nota da assessoria de imprensa da Petrobras, Barbassa ressaltou o potencial de alcance da iniciativa.

“Uma grande novidade é que o programa não só financia quem tem contrato direto com a Petrobras. Financia também o fornecedor do fornecedor até o quarto elo da cadeia”, explicou. O Progredir resulta em um custo menor no crédito que pode chegar a 40% para os fornecedores e subfornecedores.

“Disponibilizamos as melhores informações aos bancos para que eles façam a análise de crédito dos empresários”, disse, acrescentando que o prazo para a conclusão do financiamento tem sido de apenas cinco dias. “Essa rapidez é fundamental, pois quem tem contrato precisa de dinheiro para investir”, concluiu.

Barbassa também falou sobre a demanda gigantesca da Petrobras para os próximos anos. “Até 2020, a Petrobras vai precisar de 568 barcos de apoio. É preciso que a engenharia acompanhe isso, fazendo o projeto desses barcos. Quem determina as especificações é quem faz o projeto.”

Atualmente, estão em construção 14 plataformas em estaleiros de Pernambuco, do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Ele destacou ainda os investimentos da Petrobras previstos até 2015. “Vamos investir US$ 45 bilhões por ano. Isso significa US$ 200 milhões por dia útil. Até pouco tempo atrás, esse montante era muito alto, inclusive para a Petrobras”, comparou, ressaltando que o maior desafio da empresa hoje é o desenvolvimento da cadeia brasileira de fornecedores para atender a demanda prevista do setor.

“O investimento no Pré-Sal cresceu muito neste Plano de Negócios (2011-2015). No plano passado (2010-2014), eram previstos US$ 33 bilhões. Neste, são previstos US$ 53,4 bilhões só para o Pré-Sal”, lembrou Barbassa.

Fonte: Estadão

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Sistematização das Ações do Convênio Petrobras-Sebrae

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Fontes renováveis representam 45% da energia nacional, informa Embrapa

Programa de biodiesel e aumento de carros flex são apontados como sucessos do 1º Plano Nacional de Agroenergia; desafio do próximo plano é aumentar produtividade da cana-de-açúcar para a produção do etanol.

O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroenergia, José Manuel Dias, destacou nesta quinta-feira (6) que as fontes renováveis representaram no ano passado 45,4% da oferta total de energia no Brasil. Enquanto isso, o petróleo e seus derivados corresponderam a 38% do montante energético. Segundo Dias, a utilização de fontes renováveis no País é muito superior à média global, que gira em torno de 12% da oferta total.

As declarações foram dadas em audiência pública para avaliar o 1º Plano Nacional de Agroenergia e de Microdestilarias, válido entre 2006 e 2011. O evento foi promovido pela subcomissão permanente sobre energias alternativas e renováveis, vinculada à Comissão de Minas e Energia. A agroenergia é obtida a partir de produtos agropecuários e florestais e tem o objetivo de diminuir a dependência do petróleo e reduzir a emissão de gases poluentes.

Biodiesel

José Dias, da Embrapa: uso de fontes renováveis no País é muito superior à média mundial.

De acordo com o dirigente da Embrapa, as principais metas do plano estão sendo cumpridas, incluindo a redução comprovada da circulação de gases que provocam o efeito estufa. Entre as experiências bem sucedidas mencionadas por Dias está o programa de biodiesel (combustível produzido a partir da soja, do pinhão-manso, do dendê e outras oleaginosas). “Hoje, todo óleo diesel que é comercializado no País tem 5% do biodiesel”, lembrou.

O diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis da Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Ricardo Dornelles, afirmou que uma das importâncias do programa de biodiesel foi a inclusão da agricultura familiar na cadeia de produção energética, contribuindo para a geração de renda nessa população. Conforme Dornelles, em 2010 houve mais de R$ 1 bilhão em aquisições de fontes energéticas vindas da agricultura familiar, sendo que, em 2009, o valor tinha sido de apenas R$ 677 milhões.

Segundo o diretor, o governo ainda promoverá ajustes nesse programa, especialmente com relação a aspectos tributários. A ideia é criar mecanismos para que o elo familiar da cadeia produtiva de energia seja competitivo no mercado de energia em larga escala.

Etanol

O aumento do uso dos carros flex, que possibilitam o uso do etanol (combustível cuja matéria-prima é basicamente a cana-de-açúcar), também foi apontado pelo dirigente da Embrapa como um dos sucessos do Plano Nacional de Agroenergia. Dias ressaltou que, entre 2001 e 2011, dobrou-se a produção do biocombustível no Brasil, embora o programa de etanol tenha sido muito afetado pela crise econômica de 2008.

Outro fator que afeta o programa de etanol é a baixa na produção de cana-de-açúcar. “Neste ano, a produção baixou por problemas climáticos, por falta de chuva”, explicou o representante da Embrapa. Dias afirmou que melhorar a produtividade da cana-de-açúcar para o etanol e das matérias-primas para o biodiesel é um dos grandes desafios para o próximo Plano de Agroenergia, em fase de elaboração, que valerá entre 2012 e 2016.

“A demanda por cana-de-açúcar está aumentando, mas a produção brasileira está caindo, o que vai demandar um investimento grande”, complementou o superintendente de Refino e Processamento de Gás Natural da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), Waldyr Barroso.

Falhas

O deputado Padre João (PT-MG), que solicitou a audiência, afirmou que Plano Nacional de Agroenergia foi bem sucedido ao possibilitar o avanço da produção em grande escala do etanol. Ele apontou, porém, que falta estímulo às microdestilarias (unidades que produzem entre 1 mil e 5 mil litros de etanol por dia).

O parlamentar considerou um equívoco ter focado a produção do biodiesel na agricultura familiar e a produção do etanol no agronegócio. “Não é nenhuma ameaça para o agronegócio a possibilidade de o agricultor familiar produzir o etanol”, sustentou. João disse ainda que muitos donos de microdestilarias de etanol são atualmente donos de postos de gasolina e que falta regulamentação para isso.

Waldyr Barroso explicou que a regulamentação para o produtor de etanol está em consulta pública neste momento e que será feita uma diferenciação entre as pequenas usinas, para uso próprio ou pesquisa, e as usinas para comercialização. Em setembro deste ano, foi publicada a Lei 12.490/11, que introduziu o etanol na cadeia energética nacional, estabelecendo a obrigatoriedade de autorização da ANP para o exercício da atividade de produção do biocombustível, entre outras providências.

Fonte: Agência Câmera de Notícias

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