Produção de petróleo e gás natural cresce 3,2% em junho

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou nesta segunda-feira que houve aumento de aproximadamente 3,2% na produção de petróleo no Brasil em junho de 2011, na comparação com maio, e de 4,2% em relação a junho de 2010.

Segundo comunicado, a produção de gás natural aumentou em torno de 6,9% se comparada ao mesmo mês em 2010 e 0,9% frente a maio de 2011.

A produção de petróleo no Brasil, em junho de 2011, foi de aproximadamente 2,137 milhões de barris/dia e a de gás natural, de 67,3 milhões de metros cúbicos/dia, totalizando em torno de 2,560 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/dia), o que ultrapassa os 2,491 milhões de boe/dia registrados em maio.

Em junho de 2011, 307 concessões operadas por 25 empresas foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 82 são concessões marítimas e 225 são terrestres. Das 307 concessões, 10 encontram-se em atividades exploratórias e produziram através de Testes de Longa Duração (TLD), e outras 11 são de campos licitados contendo acumulações marginais. O grau API médio do petróleo produzido no mês foi de aproximadamente 23,8°.

A agência informou ainda que o poço 9BRSA716RJS, do campo de Lula, figura pela segunda vez consecutiva como o poço de maior produção de petróleo. A produção do pré-sal aumentou 1,3% em junho de 2011 em comparação ao mês anterior. Foram produzidos 129,6 mil barris por dia de petróleo e 3,9 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, totalizando 154,2 mil boe/dia.

Já a Bacia de Santos manteve em junho a posição de segunda maior produtora, conquistada em maio deste ano, ultrapassando Solimões e Espírito Santo. O volume produzido na Bacia de Santos, que era de 86 mil boe/dia em abril, passou para 130 mil boe/dia em maio e chegou a 134 mil boe/dia em junho.

A produção das bacias maduras terrestres (campos e TLDs nas Bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) foi de 179,4 mil boe/dia. Deste total, 3,1 mil boe/dia foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras.

Além disso, houve redução de 22,8% na queima de gás natural em junho de 2011, em comparação ao mesmo mês em 2010. Em relação a maio de 2011, houve aumento de 11,7%. Os principais motivos para o aumento foram a retomada da produção do teste de longa duração (TLD) do bloco SOL-T-171, na Bacia do Solimões, e problemas no sistema de compressão da plataforma P-50, no campo de Albacora Leste.

Fonte: JornaldoBrasil

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Com “Ilha do Petróleo”, UFRJ cria “Vale do Silício” carioca para o pré-sal

UFRJ atrai empresas de ponta do setor e abriga maior parque tecnológico de óleo do mundo, com investimentos privados de R$ 500 milhões sobre entulho de obra no Fundão

Shlumberger é a primeira empresa a se instalar no parque tecnológica da Ilha do Petróleo

Empresas de ponta do setor de petróleo vão estabelecer na Ilha do Fundão, da UFRJ, o maior parque tecnológico de pesquisas em petróleo, gás e energia do mundo, com investimentos privados de R$ 500 milhões. Será a Ilha do Petróleo, voltada para os desafios do pré-sal.

Até 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, a universidade pretende dar origem a uma espécie de Vale do Silício carioca – mas em vez de computação, como no similar californiano, no Rio as estrelas serão representantes de ponta da indústria do petróleo, energia, além de meio ambiente e tecnologia da informação.

Em área de 350 mil metros quadrados, serão estabelecidos centros de pesquisas e tecnologia de algumas das maiores empresas do mundo no setor, inclusive concorrentes diretas. “É o único lugar no mundo que reúne no mesmo local de desenvolvimento de pesquisas as três principais competidoras de serviços: Schlumberger, Baker Hughes e Halliburton. Você atravessa a rua e está no centro de pesquisas do outro. Houston (em Texas, Estados Unidos, capital mundial do petróleo) também tem isso, mas é mais disperso. Houve até competição de quem viria na frente”, riu o diretor-executivo do Parque Tecnológico, Maurício Guedes.

Vão se instalar no local Siemens, FMC Technologies, Usiminas, Tenaris Confab, EMC Computer Systems, BR Distribuidora, ESSS Engineering Simulation and Software, Ilos Instituto de Logístíca e Supply Chain, PAM Membranas. Apesar de não estar administrativamente no parque da UFRJ, a GE (General Electric) também vai integrar fisicamente o complexo – por um acordo da Prefeitura do Rio e do governo do Estado com o Exército, dono de área de 50.000 metros quadrados no Fundão. “As autoridades estão enxergando a UFRJ como uma força importante para a atração investimentos para a cidade. É uma visão do século 21”, celebra Guedes.

Maurício Guedes, diretor do parque, prevê sua expansão para além do Fundão

A Schlumberger largou primeiro: é a única já está instalada, desde novembro de 2010, com mais de cem funcionários. Sete novas obras começam neste segundo semestre, alguns centros estarão ativos já em 2012 e, até o fim de 2014 o parque estará instalado.

Serão 5.000 funcionários de alto nível técnico – entre engenheiros, geólogos, profissionais de informática, geofísicos – de diversas nacionalidades, embora a predominância seja de cerca de 90% de brasileiros, em ambiente global, característico do mundo acadêmico e da ciência.

O objetivo da UFRJ foi criar na Ilha do Fundão um “parque industrial” de excelência em alta tecnologia do século 21, aliar a vocação natural do Estado e se integrar à capacidade da universidade, da Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da UFRJ), otimizando áreas antes desocupadas da Ilha do Fundão.

Prédio de linhas modernas que abriga o supercomputador da Coppe, disponível na ilha

Infraestrutura instalada de pesquisa

Uma importante vantagem do parque é a infraestrutura já existente, que inclui – além da própria UFRJ – o segundo mais possante supercomputador da América Latina e o LabOceano, maior e mais profundo laboratório oceânico do mundo, ambos da Coppe. “O pressuposto é que se relacionem e tenham contratos de pesquisa com a UFRJ. Para se habilitarem para a li

citação, todos apresentam um plano de cooperação com a universidade”, afirmou Guedes.

“O supercomputador faz parte do pacote de tecnologia do parque. Não tem sentido cada empresa ter o seu se pode usar o nosso”, disse Álvaro Coutinho, coordenador do Nacad (Núcleo Avançado de Computação de Alto Desempenho), da Coppe.

Laboratório oceânico da Coppe será usado pelos centros de pesquisa para simulações de plataformas e navios em alto-mar

Também presidente da Associação Internacional de Parques Tecnológicos, Maurício Guedes explica que o conceito é o de interação pessoal permanente, em um ambiente de criatividade e inovação. “A integração mais importante não é de máquinas, mas de pessoas. As empresas poderiam até contratar o supercomputador e o laboratório oceânico, mas talvez nem sequer os conhecessem, ou se conhecessem não teriam segurança e facilidade de acesso aos coordenadores, como terão aqui. É a magia do parque tecnológico, não só nos anos 1950, mas mesmo hoje, com a globalização: o convívio pessoal, o encontro ocasional no restaurante, essa troca entre estudantes, professores, pesquisadores, gente entusiasmada criando empresas. É o papo furado que gera negócios”, vibra.

O supercomputador e o LabOceano têm como principais clientes a Petrobras e o seu Cenpes (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello), instituição de pesquisa que lançou a semente inicial do parque. Há décadas na Ilha do Fundão, o Cenpes – apontado pela UFRJ como “grande âncora do parque”, embora não faça formalmente parte do projeto – reúne 1.600 pessoas em desenvolvimento e engenharia de projetos. A nova concepção do atual projeto é de 1997 e foi impulsionada com a descoberta do pré-sal. “Está sendo atingido de forma não imaginada. Estamos no início de uma arrancada”, diz Guedes.

Para entrar na Ilha do Petróleo, as empresas receberam concessão, mediante licitação, de uso dos terrenos por 20 anos, renovável por mais 20, mediante o pagamento de aluguel, cujo valor mensal

varia de R$ 3 a R$ 20 por metro quadrado. Os últimos terrenos disponíveis foram assumidos pela EMC, BG Group – que vai instalar seu centro de pesquisa mundial no Rio, segundo a UFRJ – e Siemens, em concorrência vencida em junho. Os centros de pesquisa vão pagar ao parque ainda uma taxa de serviço, semelhante a um condomínio, para a manutenção da área.

Alta tecnologia nasce sobre entulho de obra

Prédio da Halliburton, em perspectiva, no parque tecnológico

Um desafio físico do Fundão era a área útil para o empreendimento. A primeira concepção arquitetônica previa áreas que seriam alagadas parte do ano, por conta dos aterros que unificaram a Ilha do Fundão, originalmente dividida em oito ilhas. Após quebrarem a cabeça, “a solução foi fazer um acordo com a Comlurb, que passou a usar a ilha como depósito de entulho de obra. Foram trazidos aqui 100 mil caminhões de entulho”, conta Guedes. Assim, o parque de alta tecnologia está sendo erguido sobre entulho.

Para o diretor do parque tecnológico, a tendência é que o pólo atraia outras empresas do setor para o Rio. “Imaginamos que vamos viver o fenômeno de outras regiões do mundo, de extravasar as fronteiras do parque. Isso terá impacto no entorno da Ilha do Fundão e no Rio.” Para expandir o parque, a UFRJ agora negocia com o Exército Brasileiro a cessão de uma área de 240 mil metros que lhe pertence na ilha.

Fonte: IgEconomia

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Estímulo ao etanol virá em 2 MPs e deve ter desoneração

As ações que o governo do Brasil prepara para incentivar a produção e a estocagem de etanol incluem desoneração de tributos e serão lançadas por meio de duas Medidas Provisórias (MPs), disse à Reuters uma fonte que trabalha na formulação das medidas.

O País enfrenta um cenário de oferta apertada do combustível na temporada 2011/12 devido a uma quebra de safra de cana por conta do tempo desfavorável e investimentos insuficientes nos canaviais nos últimos anos.

Na noite de quarta-feira, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou que o governo, por enquanto, não mudará a mistura de etanol anidro à gasolina (hoje fixada em 25%) mas prepara um conjunto de “bondades” para incentivar a produção de etanol.

Uma redução da mistura de etanol na gasolina poderia elevar a oferta do biocombustível, mas forçaria a Petrobras a ampliar suas importações. As medidas do governo têm como pano de fundo uma preocupação com a alta de preços do etanol e o seu impacto na inflação.

A primeira MP com incentivo ao setor alcooleiro deve sair nos próximos dias e tratará do financiamento à estocagem de etanol, com melhores condições de juros e prazos, disse a fonte, que pediu anonimato. Os agentes financeiros dessas linhas serão o Banco Nacional de Desenvolvimento Economico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil.

A segunda MP, que deve ser publicada posteriormente, terá estímulos ao aumento da produção de cana-de-açúcar. “Essa MP terá estímulos tributários e financiamentos em condições interessantes para ampliar a produção”, disse a fonte.

Ao anunciar o Plano Safra 2011/12, o governo já havia sinalizado com um plano para incentivar a renovação dos canaviais. O foco da segunda MP, ressaltou a fonte, não é a ampliação da capacidade das usinas, mas o aumento da produção da cana.

Segundo esse técnico do governo, hoje as usinas brasileiras moem cerca de 600 milhões t de cana por ano e a capacidade é de 800 milhões t por ano. Assim, é possível aumentar a moagem em 200 milhões t anuais sem investir em usinas.

Fonte: Reuters

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Governo vai corrigir programa de biodiesel antes de elevar mistura

O governo está realizando uma avaliação no programa nacional de biodiesel para corrigir distorções. Apenas depois dos ajustes necessários será elaborado um novo marco regulatório para o setor, o qual prevê a elevação da mistura de atuais 5% de biodiesel no diesel mineral para um volume superior, provavelmente 10%.

A informação é do coordenador da Área de Biocombustíveis do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Marco Antônio Viana Leite.Segundo ele, os ajustes no programa referem-se a questões como leilões, tributação e participação da agricultura familiar.

O executivo afirma que estas correções deverão estar prontas para serem implementadas em torno de 60 dias. Viana informou que, no caso dos leilões de biodiesel realizados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a mudança seria a transformação do atual preço, que é dado em base FOB (posto a bordo) para CIF (custo, seguro e frete).

Atualmente, com o preço FOB, o vendedor entrega o produto à bordo por um preço estabelecido, ficando as despesas decorrentes do transporte até o destino, como seguro e frete, a cargo do comprador. A ideia é que o novo preço, sendo CIF, considere as despesas de seguro e frete a cargo do vendedor.

Também está sendo estudada mudança na tributação que prioriza a diversificação das matérias-primas utilizadas pelo programa de biodiesel. Segundo Viana, atualmente uma empresa que compra uma matéria-prima da agricultura familiar para fins de obtenção de selo, mas não a utilize na produção de biodiesel, não consegue se valer da isenção fiscal que teria se utilizasse o produto comprado. “Esta isenção chega a R$ 177,44 por metro cúbico no Nordeste”, disse.

O executivo observou que, muitas vezes, uma empresa compra, por exemplo, mamona da agricultura familiar mas prefere utilizá-la para outros fins que não o de biodiesel, que acaba sendo produzido com outra matéria-prima. “Atualmente, esta empresa não conseguiria obter a isenção fiscal. Com as alterações que estão sendo avaliadas, a isenção seria efetivada”, disse.PorcentualOutra mudança que está sendo considerada é o aumento do porcentual mínimo exigido de compras realizadas da agricultura familiar. Na Região Sul, o porcentual aumentaria de 30% para 40%.

No Centro-Oeste, a participação subiria de 15% para 20% e no Norte e Nordeste ela se manteria em 30%.A palma também deverá ser incluída como matéria-prima para a Região Norte. Neste caso, o MDA está estudando um mecanismo que prevê que, se uma empresa que já tenha uma unidade em alguma região construir uma usina de biodiesel na microrregião produtora de palma na região Norte, os benefícios fiscais oferecidos não serão estendidos, para que a palma seja utilizada por estas outras unidades. “Não queremos que a palma acabe prejudicando a compra de produtos de outras regiões”, disse ele. Viana participou hoje do Biodiesel Congress 2011, realizado na capital paulista.

Fonte: Agência Estado

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Venezuela volta a assegurar parceria com Petrobras em refinaria

A Venezuela “não está enrolando”, e cumprirá sua parte no financiamento para a construção de uma refinaria junto com a Petrobras, assegurou nesta quinta-feira o ministro de Energia e Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez.

“Não pretendíamos esperar até o final para pagar, mas estávamos nas mãos dos bancos”, disse Ramírez sobre os obstáculos que teve a petroleira estatal venezuelana, PDVSA, para obter financiamentos e participar da refinaria Abreu e Lima no nordeste brasileiro.

“Claro (que a PDVSA participará do projeto). Não vamos deixar mal nosso governo”, assegurou a assessoria do grupo à jornalistas durante uma visita à riquíssima Faixa Petrolífera do Orinoco, no oriente venezuelano.

O ministro, que também é presidente da PDVSA, assegurou que o governo venezuelano tem “trabalhado o tema das garantias com um conjunto de bancos brasileiros e também com o banco de fomento do Brasil, o BNDES”.

Em junho, Chávez disse que a Venezuela pretende concretizar antes de agosto a participação da empresa estatal de petróleo PDVSA nesse projeto.

Mas apesar de se ter chegado a um acordo segundo o qual a PDVSA participaria dessa refinaria, em 2007 a Petrobras decidiu começar a construí-la sozinha porque a empresa venezuelana não havia feito os pagamentos prometidos.

Recentemente, altos executivos da Petrobras indicaram à imprensa que o prazo terminaria em agosto e, no caso de a PDVSA não concretizar sua participação, o projeto seria apenas brasileiro.

A refinaria, localizada em Pernambuco, processará 230.000 barris diários de petróleo pesado produzido na Venezuela. A obra começou com um investimento de 4 bilhões de dólares.

Para a Petrobras, a associação com a gigante venezuelana PDVSA é estratégica, porque, como contrapartida, poderá participar da exploração dos poços da rica Faixa do Orinoco, no leste venezuelano.

Fonte: TnPetroleo

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Rússia detecta 900 irregularidades em refinarias de petróleo

As autoridades russas detectaram cerca de 900 irregularidades, a maioria em matéria de segurança, em oito refinarias de petróleo, noticiou esta sexta-feira o diário Izvestia.

Numa refinaria de Riazan, região a sudeste de Moscovo, foram detectadas 232 falhas, reconheceu Nikolai Kutiin, dirigente da Direção de Inspecção Técnica da Rússia (Rostekhnadzor).

Os técnicos desse órgão de controlo descobriram nessa refinaria, propriedade da Companhia de Petróleo de Tiumen e da British Petroleum (TNK-BP), dois depósitos semi-destruídos com resíduos de petróleo, que eram tratados em maquinaria imprópria.

O consórcio russo-britânico admitiu todas as irregularidades descobertas e assegurou que já estava a trabalhar para resolver os problemas.

“Parte das medidas ordenadas pela Rostekhnadzor coincidem com o programa de modernização previsto para a refinaria de Riazan”, considerou a empresa.

Na maioria das refinarias, as máquinas não têm mecanismos automáticos de suspensão em caso de emergência e nas zonas de carga há charcos de petróleo que se evaporam com o calor, constataram os inspectores.

Foram também localizados, na maioria das refinarias, edifícios construídos ilegalmente, sem controlo técnico da parte da Rostekhnadzor.

Duas das oito refinarias inspeccionadas pertencem à Lukoil, a maior empresa petrolífera privada da Rússia, que desvalorizou as falhas detectadas.

“Não negamos as irregularidades e vamos corrigi-las. Mas deve-se ter em conta que, se realmente fossem sérias, a Rostekhnadzor deveria ter ordenado o encerramento da refinaria”, considerou Dmitri Dolgov, porta-voz da Lukoil.

As refinarias tiveram de pagar multas num total de 2,2 milhões de rublos (cerca de 50.000 euros).

“As irregularidades encontradas podem provocar avarias e são uma ameaça para a saúde e vida dos funcionários”, concluíram os inspectores.

Outras 16 refinarias serão inspeccionadas em Agosto e os resultados divulgados no final do mês.

Fonte: TnPetroleo

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Redepetro RN completa dois anos de fundação e elege novo comitê gestor

Empresários da Redepetro RN participam constantemente de eventos regionais e nacionais

Ocorre hoje à partir da 19 horas, na sede do Sebrae, a eleição da nova diretoria da Redepetro RN, na sede do Sebrae Mossoró. A entidade, apesar de estar completando apenas dois anos de funcionamento, já apresenta resultados significativos sob vários aspectos.

O empresário Doryan Hilton Filgueira que esta deixando o mandato de dois anos à frente do Comitê Gestor da Rede, enumera várias conquistas, que derivam da força proporcionada pela união de esforços em prol de um objetivo comum, que é a qualificação e capacitação tanto das empresas quanto dos seus trabalhadores. Cabe destacar, que a atuação dos diversos membros dos Comitês que tocam a Rede, é voluntária.

“Hoje, somos reconhecidos nas três esferas do poder executivo no Estado. Temos assento, com direito a voto, no Condema do município de Mossoró, desenvolvemos parcerias expressivas com instituições e empresas como a Petrobras, Sebrae, Prominp, Senai, Ifrn, Banco do Nordeste, Acim, UnP, Senac, entre outras,” afirmou o Doryan.

Os trabalhos desenvolvidos aumentaram a competividade das empresas, que cresceram. Algumas receberam prêmios de qualidade nacional, outras conquistaram novos mercados. “Temos uma empresa metalúrgica do Alto do Rofrigues, que tinha apenas 70 funcionários há dois anos. Hoje, a Mafram não só ampliou os postos de trabalho, como também esta atuando no Espírito Santo, onde ganhou uma licitação e esta com 88 pessoas trabalhando lá,” revelou. Outro exemplo de sucesso são a empresa mossoroense Engepetrol, que ganhou dois prêmios de inovação tecnológica.

Doryan lembra que há dois anos, a Redeptrorn começou com 30 empresas associadas, e hoje são 93. São empresas de diversos segmentos, e que atendem à demanda por serviços das grandes empresas âncora, como Petrobrás, e multinacionais petroleiras.

De olho na demanda por mão de obra especializada, os integrantes da Rede tomaram também iniciativas na área de educação. Para evitar uma carência de profissionais na área de engenharias, foi fechada uma parceria com o IFRN com o objetivo de incentivar o interesse dos alunos por esta área de conhecimentos. “Queremos abrir nossas empresas para visitas monitoradas de estudantes do ensino médio para despertar nos jovens o interesse pela engenharia,” revelou. “Vários parceiros nossos já se prontificaram a participar”.

O crescimento da Redepetrorn também pode ser medido em metros quadrados. Na Ficro, por exemplo, a instituição aumentou a sua área de estandes do ano passado, quando foi a estreia, para este. “Na Ficro 2011 estaremos com dois estandes, totalizando 48 metros quadrados, o dobro do ano passado,” disse o empresário.

O segredo desse crescimento todo está na união. “Não temos divergências. Somos empresários unidos, pensando na mesma direção,” concluiu.

O que é a Redepetro RN?

A Redepetro RN é uma organização em rede, constituída de empresas e instituições fornecedoras de bens e serviços para a cadeia produtiva de petróleo e gás no Rio Grande do Norte.

A Governança da Rede é constituída de uma Secretaria Executiva e Quatro Grupos de Trabalho (GTs), que são os GTs de Negócios, Capacitação, Financiamento e Infra-estrutura e QSMS, apoiadas por um Comitê Gestor.

O principal foco da Redepetro RN é a geração de negócios pela articulação qualificada entre a demanda e a oferta das empresas localizadas na região produtora do Estado visando ganho de competitividade destas empresas e das instituições vinculadas a Rede através de encontros de negócios; pela ampliação da visibilidade das empresas locais; facilitando a comunicação e inter-relacionamento; e fomentando a capacitação, certificação e inovação tecnológica na região.

Fonte: Jornal Correio da Tarde

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Lucro da ExxonMobil sobe 41% no segundo trimestre

A companhia petroleira americana ExxonMobil informou hoje que teve lucro de US$ 10,68 bilhões no segundo trimestre, 41% a mais do que em igual período do ano passado.

O resultado é atribuído a fatores como a valorização do petróleo, a melhora nos resultados do negócio de produtos refinados (downstream) e a manutenção do bom desempenho na área química.

Com o resultado do segundo trimestre, a companhia fechou o primeiro semestre acumulando lucro de US$ 21,33 bilhões, o que representa um avanço de 54% na comparação anual.

O grupo também informa que realizou o investimento recorde de US$ 10,3 bilhões durante o segundo trimestre no desenvolvimento de novas fontes de energia. O montante ficou 58% acima dos investimentos realizados no mesmo período do ano passado.

O balanço da ExxonMobil mostra que a produção de petróleo da companhia – com base em barris de óleo equivalente – teve incremento de 10% durante o segundo trimestre, na comparação anual.

Os ganhos no negócio de downstream tiveram aumento de US$ 136 milhões em um ano, chegando a US$ 1,35 bilhão no segundo trimestre. Já no negócio de petróleo bruto (upstream), o lucro alcançou US$ 8,54 bilhões, US$ 3,2 bilhões a mais do que o montante apurado um ano antes.

Fonte: Valor Online

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Governo mantém percentual de etanol na gasolina

O governo decidiu nesta quarta (27) não alterar o percentual de etanol anidro adicionado à gasolina, que hoje é de 25%. A decisão foi tomada depois de uma reunião com integrantes dos ministérios de Minas e Energia, da Fazenda, Agricultura, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, além da Petrobras e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Chegamos à conclusão de que as providências que têm sido tomadas fizeram com que mercado esteja estável, não há desabastecimento de etanol nem de gasolina”, disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Uma nova reunião está marcada para o dia 30 de agosto, para decidir se a mistura será alterada. Se houver alguma modificação, ela passará a valer a partir do final de setembro.

Fonte: Agência Brasil

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Petrobras não descarta aumento do preço da gasolina

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, não descartou ontem (27) a possibilidade de reajuste do preço da gasolina. Segundo ele, é difícil fazer previsão porque até chegar à rede varejista existem vários fatores que podem influir na valorização do produto, como o impacto das oscilações no mercado internacional e repasse ao consumidor final de despesas como impostos e margem de lucro.

Desde 2009, observou Gabrielli, o preço do litro de gasolina está fixado em R$ 1,05, nas refinarias da estatal que responde pela formação de um terço da valorização do combustível no comércio varejista.

No entanto, assinalou o executivo, caso haja aumento da demanda em razão da queda na oferta de etanol, o país terá de recorrer à importação . “Nossa capacidade de produção (gasolina) está no limite. Se a demanda crescer, vamos ter importar mais.”

Segundo Gabrielli, 95% dos derivados de petróleo distribuídos no mercado brasileiro são produzidos no país e apenas 5% são importados. Neste ano, informou, o volume comprado no exterior equivale a três dias de consumo ante quatro dias, no ano passado.

Ele deu as declarações depois de apresentar o Plano Estratégico Petrobras 2020, que prevê investimentos de US$ 224,7 bilhões de 2011 até 2015, para um grupo de investidores, em São Paulo. Esse montante envolve a execução de 688 projetos dos quais já foram aprovados um total 275, em 2009; 95 em 2010 e 104 este ano.

Fonte: Agência do Brasil

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