6º Congresso Brasileiro de P&D em Petróleo e Gás

É com satisfação que a Associação Brasileira de Pesquisa e Desenvolvimento em Petróleo e Gás – ABPG apresenta a 6ª edição do Congresso Brasileiro de P&D em Petróleo e Gás – PDPETRO.

Esse evento é uma das atividades da Associação e tem como objetivo reunir pesquisadores, estudantes e profissionais da indústria de petróleo, gás e bicombustíveis para discutir os avanços científicos e tecnológicos da área.

A cada dois anos a ABPG firma parceria com uma Universidade para promoção do congresso. A primeira edição do PDPETRO foi realizada em 2001, em Natal com a UFRN. A partir deste Congresso foram realizados mais quatro congressos, o 2º em parceria com a UFRJ, o 3º em parceria com a UNIFACS e o 4º em parceria com a UNICAMP, e o 5° com parceria da Universidade Federal do Ceará, todos com qualidade garantida pela comunidade acadêmica e o apoio da ABPG e das Instituições promotoras e patrocinadoras.

Esse ano a Instituição parceira é a Universidade Federal de Santa Catarina que está preparando o evento cuidadosamente para que tenhamos um bom nível de trabalhos apresentados associados à recepção sempre amigável do povo catarinense.

O congresso está constituído de palestras, mesas redondas, mini-cursos, apresentações orais e em pôster.

Teremos o prazer de recepcioná-los no 6º PDPETRO em Florianópolis, no período de 09 a 13 de outubro de 2011.

Informações publicadas originalmente em : portalabgp



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União chegou ao limite na negociação dos royalties

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse ontem (27) que a União chegou ao limite do que poderia ceder nas negociações sobre a distribuição dos royalties do petróleo do pré-sal. “A União chegou ao limite, abre mão de R$ 1,8 bilhão em um momento de crise internacional, de responsabilidade social, de diminuição de impostos e de arrecadação. Portanto, deu um exemplo de que é possível abrir mão em um processo de negociação”, disse ele.

Em reunião com líderes partidários no Congresso, o governo anunciou que aceita a proposta de ceder em favor dos estados e municípios não produtores de petróleo 4 pontos percentuais da participação especial a que tem direito. Com isso, o percentual que a União recebe das empresas petrolíferas passaria de 50% para 46%.

O governo também manteve a proposta apresentada anteriormente, de reduzir de 30% para 20% a participação nos royalties do petróleo a partir do próximo ano, para aumentar o repasse aos estados e municípios não produtores.

Segundo Jucá, não haverá outra rodada de negociações com os representantes dos estados. “A partir desses dados, o Congresso vai trabalhar para ver como completa essa equação, quanto vai caber de renúncia aos estados confrontantes e quanto vai caber aos estados não produtores”. Ele disse que o governo pretende votar a proposta até a próxima terça-feira (4), no Senado.

A oferta de renúncia do governo não agradou aos representantes do Rio de Janeiro, um dos estados produtores de petróleo que perderá arrecadação se a mudança for aprovada. O senador Lindberg Farias (PT-RJ) argumentou que o estado recebe um dos menores valores do Fundo de Participação dos Municípios (FPE) do país e que não pode perder os recursos dos royalties. Lindberg disse que, se não houver um novo acordo com o governo, o Rio de Janeiro poderá questionar as mudanças na Justiça.

O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) argumentou que o Rio de Janeiro não vai negociar sobre os campos já licitados. “A União não pode querer que o Rio de Janeiro perca aquilo que já está incluído em seu orçamento de 2012, que o estado tenha a Previdência quebrada e não pague os aposentados”.

Fonte: Agência Brasil

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Petrobras inaugurará sistema que eleva recuperação de petróleo

A Petrobras pretende inaugurar em novembro um sistema submarino de separação de água e óleo que promete aumentar o fator de recuperação dos campos em atividade, informou o diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella. “Esse será um protótipo e estamos apostando muitas fichas nele. Se der certo, vai ser uma ferramenta crítica e decisiva para a melhoria da produtividade e manutenção do campos mais antigos”, disse o executivo a jornalistas após participar de evento no Rio.

“Isso nunca foi feito pela Petrobras, e no local como o escolhido e com essas características será a primeira vez no mundo”, acrescentou Estrella. Batizado de SSAO (sigla para Separador Submarino de Água e Óleo), o equipamento será testado pela primeira vez na primeira quinzena de novembro no campo de Marlim, na Bacia de Campos, a cerca de mil metros de profundidade.

“Já preparamos um poço para isso e será a primeira vez que aplicaremos esse protótipo. Ele vai separar água de óleo, e também um pouco de areia que tem em Marlim”, disse Estrella. “Ele vai separar areia, água, reinjeta a água em outro poço e só sobe óleo e gás para a plataforma.” O sistema faz parte de um conjunto de inovações que a Petrobras desenvolve para elevar a eficiência nas operações. O presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, já havia comentado sobre o separador de água e óleo em outra oportunidade.

“Ao invés de levar 40 por cento de água para a superfície, você separa lá no fundo. Vai reduzir a limitação de processamento de líquidos na superfície. Poderemos reduzir o investimento na superfície”, afirmou recentemente.

Declínio dos Campos

Estrella explicou que parte da separação de óleo, gás, água e areia, que hoje é feita na plataforma, passará a ser feita embaixo d’água. “Se você tira a água no fundo do mar, o caminho (do óleo para a superfície) é mais leve. A recuperação do poço é muito maior e vai aumentar a produção.”

Segundo ele, se o sistema pioneiro for aprovado, a Petrobras pretende difundi-lo pelos demais campos da empresa.

Estrella disse que campos da Petrobras têm um declínio médio anual de 10 por cento e, em caso de sucesso da nova tecnologia, a vida útil dos poços poderia ser alongada.

Fonte: O Globo

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Sessão de Negócios ITAESA na Santos Offshore 2011

Reúna-se com as empresas compradoras interessadas em seu produto!

Durante a Santos Offshore 2011, além da exposição de produtos e serviços, o empresário terá um espaço para fazer negócios com a Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás

O que é uma Sessão de Negócios ITAESA?

As Sessões de Negócios ITAESA acontecem em dois formatos:

Sessões com Âncoras:

São reuniões pré agendadas entre empresas compradoras (âncoras) que buscam produtos e serviços oferecidos pelas empresas vendedoras. Para participar nessa modalidade, a empresa vendedora deverá preencher um cadastro informando detalhadamente os produtos e serviços que oferece. Após avaliação do cadastro, serão informadas da agenda de reunião com as âncoras.

Valor para participar: R$100,00 – EXPOSITOR NÃO PAGA

Networking Empresarial:

O evento é organizado em formato de reuniões comerciais, onde empresários de diferentes segmentos apresentam seus produtos e/ou serviços num espaço de tempo pré definido. Tem como principal finalidade criar uma rede de relacionamentos entre empresas participantes e fazer com que novos negócios surjam a partir deste Networking.

Valor para participar: R$50,00 – EXPOSITOR NÃO PAGA

Como apresentar sua empresa?

Leve todo o material necessário à apresentação de seus produtos e/ou serviços. Dê preferência em fornecer catálogos e apresentações impressas. Faça um planejamento de sua apresentação antecipadamente e lembre-se de levar cartões de visita.

Programação

Empresa Âncoras

Inscrições

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Pré-sal faz empresas mudarem de foco

Diante da perda de competitividade das exportações de muitos setores da indústria, as oportunidades de negócio do mercado doméstico geradas pelos investimentos no pré-sal têm sido uma alternativa de expansão de empresas dos mais variados ramos.

Muitas companhias ampliaram o foco de atuação e passaram a ser fornecedoras do segmento de óleo e gás.

De olho nos investimentos de R$ 224,7 bilhões da Petrobras até 2015 – dos quais R$ 53,4 bilhões só no pré-sal , grupos como Odebrecht, Engevix, Caterpillar e Prysmian (ex-Pirelli Cabos) diversificaram negócios.

A empreiteira baiana criou a Odebrecht Óleo e Gás para prestar serviços como aluguel de plataformas e sondas de perfuração e manutenção. Estuda ainda instalar um estaleiro na Bahia em parceria com a OAS.

Originalmente da área de montagem de instalações industriais, a Engevix arrendou um estaleiro no Rio Grande do Sul e constrói para a Petrobras seis cascos para navios-plataformas do pré-sal. Gerson Almada, diretor do grupo, diz que serão investidos US$ 3,6 bilhões na instalação de “um complexo naval”, com mais dois estaleiros em Rio Grande do Sul (RS). As unidades farão plataformas e sondas de perfuração. “O estímulo para investir no setor veio por conta do pré-sal e da política do governo de atender índices (de ao menos 60%) de nacionalização das encomendas da Petrobras”, diz Almada.

Animadas com as encomendas de sondas da Petrobras, a Alusa (de linhas de tramissão de energia) e a empreiteira Galvão, em consórcio, também planejam construir um estaleiro.

Tradicional fornecedora de cabos elétricos, a Prysmian (ex-Pirelli Cabos) investiu R$ 250 milhões de reais em uma nova fábrica de dutos flexíveis (que ligam poços às plataformas) exclusivamente para atender à Petrobras, que firmou contrato de longo prazo com a companhia.

Armando Comparato, presidente da empresa, diz que a unidade, em Vila Velha (ES), pode ser duplicada. “Só no Brasil o grupo produz para o setor de petróleo e essa decisão se deveu ao pré-sal”.

O pré-sal também atraiu o interesse de tradicionais fornecedores da indústria automobilística. É o caso da Voges (RS), fabricante de motores elétricos. A empresa investe numa linha de motores à prova de explosão para plataformas.

Já a Caterpillar passou a produzir motores a diesel para embarcações.

Petrobras

Segundo Oscar de Azevedo, diretor da Voges, a ideia é nacionalizar ainda a fabricação de mais dois equipamentos acoplados aos motores e usados para obter maior eficiência energética. Hoje, eles são importados e distribuídos pela empresa. “O pré-sal é uma grande oportunidade num momento em que a indústria perde competitividade por causa do câmbio. Muitas empresas estão se qualificando para atender à Petrobras”, diz o executivo, que também é dirigente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul.

Fonte: Folha de São Paulo

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Novo equipamento reduz consumo de diesel e emissão de CO2

Um equipamento recém-chegado ao mercado brasileiro promete economizar cerca de 20% do óleo diesel consumido por veículos pesados e reduzir em pelo menos 15% a emissão de poluentes por litro de combustível.

O Green Box, desenvolvido por um engenheiro russo radicado nos Estados Unidos, ainda é objeto de negociações para uso pelas montadoras americanas. No Brasil, será vendido pela IG-Fuel, empresa criada em Brasília que detém a patente e o direito de uso do equipamento em toda a América do Sul. Por aqui, em vez de focar sua estratégia comercial nos veículos que ainda não saíram das fábricas, a IG-Fuel enxergou um mercado de aproximadamente 2,5 milhões de caminhões e mais de 400 mil ônibus.

Em 1º de janeiro, entra em vigor uma nova etapa de exigências do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), a chamada fase P-7 ou Euro 5. O diesel que chega aos postos de combustíveis terá 50 partes por milhão (ppm) de teor máximo de enxofre. Hoje, o mais comum é o abastecimento de diesel com 500 ppm na maior parte dos centros urbanos e de 1.800 ppm no interior do país.

Caminhões e ônibus novos sairão das montadoras com motores que podem aproveitar plenamente os benefícios ambientais do chamado “diesel mais limpo”, mas isso não ocorre com a frota antiga. A idade média da frota de veículos pesados, no Brasil, é de aproximadamente 15 anos. Por isso, a IG-Fuel decidiu voltar-se a esse mercado. “Ainda temos muitos veículos antigos em circulação”, observa Wando Pereira Borges, um dos sócios da empresa.

O Green Box, que começa a ser comercializado nos próximos dias, chega ao mercado com preço em torno de R$ 20 mil. Testes realizados no autódromo de Brasília e em trajetos rodoviários indicaram, além de forte redução nas emissões de material particulado, que o consumo de diesel teve economia de até 29% em ônibus da transportadora Real Expresso e de 26% em um caminhão Volvo do frigorífico JBS. Os testes foram repetidos, com sucesso, com motores da Mercedes-Benz.

Inicialmente, a IG-Fuel importará os equipamentos dos EUA. Foram investidos R$ 10 milhões em desenvolvimento do produto. A estimativa é comercializar cerca de dez mil unidades por mês. Linhas de crédito com o Santander e com o Banco do Brasil foram abertas para financiar as vendas. “A ideia é gradualmente iniciarmos a montagem aqui no Brasil”, diz Borges. Em um primeiro momento, basicamente com partes importadas. Aos poucos, conteúdo nacional deverá ser incorporado e até três fábricas poderão sair do papel. O investimento estimado é de R$ 90 milhões, segundo a empresa.

“Pensamos em centros regionais de produção e distribuição”, afirma Borges. A primeira fábrica deverá ser erguida no Distrito Federal. As outras duas estão em estudo no Estado de São Paulo e na região Sul, possivelmente Santa Catarina. “Como as manifestações de interesse são muito fortes, imaginamos que isso poderá acontecer em relativamente pouco tempo, talvez ainda em 2012.”

Alfredo Peres da Silva, ex-diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e vice-presidente regional da NTC & Logística, diz que a economia gerada pelo Green Box terá impacto positivo sobre os custos do setor. “O diesel representa 25% do custo operacional das transportadoras e, no caso dos autônomos, chega a até 50%”, afirma Peres da Silva, que acompanhou testes da IG-Fuel.

A empresa quer atuar ainda como fornecedora do equipamento para geradoras de energia e transportadoras ferroviárias. Borges lembra que a MRS Logística, operadora de ferrovias que é a segunda maior consumidora de diesel do país, usa 800 mil litros de combustível por dia. “Uma redução de pelo menos 50 mil litros por dia, com o Green Box, é plenamente possível”, calcula.

Além de Borges, são sócios da IG-Fuel o empresário Fernando Fantauzzi, ex-presidente da Interglobal, e o consultor em comunicação Luiz Lanzetta (que chegou a ter papel de destaque no QG da campanha presidencial de Dilma Rousseff, mas saiu após acusação de envolvimento, que ele nega, na elaboração de dossiês contra adversários eleitorais).

Fonte: Valor Econômico

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Petrobras: importação de gasolina deve quadruplicar em 2011

A Petrobras deve encerrar 2011 com uma média diária de 30 mil barris de gasolina importados para suprir a expansão da demanda interna, afirmou nesta segunda-feira (26) o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.

No ano passado, a média diária foi de apenas 7 mil barris, de acordo com o executivo.

Contribuem para a expansão das compras externas de gasolina o crescimento do consumo de aproximadamente 10% frente ao ano anterior e a redução na mistura de álcool anidro na gasolina (de 25% para 20%) que começa a valer a partir de outubro.

Costa revelou que a companhia já encomendou uma segunda carga de 600 mil barris de gasolina neste semestre para atender a demanda interna. No primeiro semestre, a Petrobras já tinha importado 2,5 milhões de barris, ante 3 milhões de barris em todo o ano passado.

“Além destas duas cargas, acredito que vamos precisar importar bem mais”, disse Costa a jornalistas durante evento em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Venezuelana PDVSA

Apesar do prolongamento do prazo para a definição sobre a entrada da estatal venezuelana PDVSA no capital da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, a petroleira venezuelana tem prazo até 30 de setembro para ter aprovado junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suas garantias financeiras.

A Petrobras já levantou 10 bilhões de reais em empréstimos no BNDES e cobra da PDVSA o pagamento da parte relativa à sua participação societária de 40% no projeto para que seja dado prosseguimento ao empreendimento.

“Agora é para valer”, disse Costa. “Sei que adiamos os prazos mais de uma vez, mas agora estamos acordados. Se não houver a aprovação por parte do BNDES, não tem mais conversa e a PDVSA está fora”, acrescentou o executivo.

O diretor ressaltou que se houver a confirmação e validação das garantias apresentadas pela PDVSA ao BNDES, a petroleira da Venezuela terá até o dia 30 de novembro para fazer o aporte. “Isso é impreterivelmente”, frisou Costa.

A Petrobras vem tocando sozinha a refinaria que já tem 40% das obras concluídas. A primeira fase da unidade deve entrar em operação em 2013.

Fonte: Agência Reuters

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Municípios do Comperj realizam hoje convênio para capacitação de mão de obra

Os municípios do entorno do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) aderem, nesta segunda-feira (26), a convênio para receber assistência técnica e capacitação para viabilizar a implantação de projetos de infraestrutura na região. O convênio é uma parceria da Petrobras com o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Participarão da solenidade o ministro das Cidades, Mario Sílvio Mendes Negromonte, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda e o presidente da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Ivan Simonsen Leal, que assinam o convênio. A cerimônia contará com a presença dos prefeitos dos municípios de Itaboraí, São Gonçalo, Niterói, Maricá, Guapimirim, Cachoeiras de Macacu, Magé, Tanguá, Rio Bonito, Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Teresópolis, Araruama e Saquarema.

O convênio prevê também ações similares nos municípios do entorno das refinarias Abreu e Lima (Pernambuco), Premium I (Maranhão) e Premium II (Ceará).

Fonte: Agência Petrobras

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“Ilha do Petróleo”, no Rio, pode ser o maior centro de pesquisa do mundo

Complexo reúne laboratórios das 16 principais multinacionais de tecnologia do setor, com investimentos de US$ 500 milhões

Em área de 400 mil metros quadrados na Ilha do Fundão, no Rio, que já vem sendo chamada de “ilha do petróleo”, estão sendo construídos alguns dos principais centros de pesquisa e desenvolvimento do setor no mundo. O complexo agrega as 16 principais multinacionais de tecnologia do setor, que já destinaram US$ 500 milhões ao projeto de construção de laboratórios.

A expectativa das empresas é, no mínimo, equiparar o polo do Rio ao da cidade texana de Houston, referência mundial e considerada atualmente “a capital do petróleo”.

Maior aposta de crescimento da economia brasileira até 2020, a produção de petróleo no pré-sal é o centro de atração dos projetos tecnológicos. O complexo do Fundão terá prédios futuristas no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e no entorno do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), já considerado de excelência em projetos de prospecção em águas profundas.

A principal vantagem apontada por técnicos é que, diferentemente de Houston, onde as empresas ficam afastadas, no Parque Tecnológico do Rio estarão concentradas.

“Esse tipo de concentração traz oportunidade única no mundo. É uma intensa troca de inovação e experiência, voltada especificamente para desenvolver a melhor e mais ampla tecnologia para o pré-sal”, sintetiza Maurício Guedes, presidente do Parque Tecnológico.

O complexo vem sendo construído aos poucos. Deve estar operando integralmente a partir de 2013. “Certamente veremos um salto de qualidade na engenharia de projetos dentro de quatro ou cinco anos”, estima.

Hoje, a tecnologia usada para explorar o pré-sal da Bacia de Santos é a mesma desenvolvida para o pós-sal. A produção ainda é considerada experimental.

Distante 300 quilômetros da costa e a uma profundidade superior a 7.000 metros, o óleo dos reservatórios abaixo da camada de sal na Bacia de Santos possui particularidades que exigem outra concepção.

Sem manutenção. O engenheiro Carlos Thadeu Fraga, presidente do Cenpes, diz que a meta da companhia para a exploração das áreas é eliminar a necessidade de plataformas de superfície e colocar toda tecnologia de separação do óleo e da água, bem como o processamento, em cápsulas submarinas resistentes ao desgaste do sal e com capacidade para operar por 20 anos sem necessidade de manutenção.

Essas plantas funcionarão movidas por geradores elétricos submarinos que bombearão petróleo e gás, por dutos no fundo do Atlântico, para estações coletoras a centenas de quilômetros de distância.

“A planta instalada na superfície exige energia para puxar o petróleo do fundo do mar, além de injetar água para pressionar a expulsão deste óleo de seus reservatórios. Se a planta desce para o fundo, eliminamos a necessidade de gerar energia por um percurso de 3.000 metros de água, com elevada instabilidade. Este é o principal desafio mundial hoje”, afirmou Roberto Leite, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento da Chemtech, braço da alemã Siemens para engenharia e TI, instalada no Parque Tecnológico.

Exemplo. Até hoje a instalação de equipamentos de produção no fundo do mar possui como maior exemplo a tentativa da plataforma de Perdido, da Shell, que teve custo aproximado de US$ 3 bilhões, no Golfo do México. A unidade foi montada sobre um cilindro de aço flutuante na mesma distância da costa que o pré-sal de Santos.

A automação é completa e os dados da unidade são analisados de uma base de engenheiros em New Orleans.

Considerada uma nova fronteira na exploração e produção, a experiência terá que ser superada, diz Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Ele afirma que o elevado custo poderia inviabilizar a operação do pré-sal. Hoje, a Petrobras sustenta o valor de US$ 40 por barril como mínimo necessário para garantir a extração.

“Considerando que o petróleo mais recente no mundo foi apresentado a um custo viável de US$ 70 por barril, o nosso está bastante adequado”, diz o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa. Para ele, cada US$ 1 reduzido no custo exploratório e de desenvolvimento é comemorado. Desde a descoberta das reservas a Petrobras conseguiu, com novas tecnologias, reduzir de US$ 240 milhões para US$ 60 milhões o custo de perfuração de um poço. A produtividade de cada poço também contribuiu para a redução.

Uma plataforma flutuante FPSO, estruturada para ser conectada a 30 poços, com produção de 5.000 barris em cada um, teve que ser revista para uma quantidade menor de poços, já que o primeiro tem rendido média de 20 mil barris por dia.

Fonte: Agencia do Estado

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Petrobras: produção no pré-sal atinge 129 mil barris

A produção de petróleo na área do pré-sal no Brasil já atinge 129 mil barris por dia, dos quais 59 mil são obtidos apenas a partir de três unidades do tipo TLD (Teste de Longa Duração) na Bacia de Santos, informou hoje o gerente de Planejamento da área de exploração e produção da Petrobras, Mauro Yusi Hayashi.

Segundo ele, o TLD do campo de Lula Nordeste tem atingido média de 15 mil barris diários, em Lula são 29 mil, e em Guará, 15 mil. Já o restante tem sido obtido a partir do pré-sal na Bacia de Campos.

“Temos acelerado o projeto Varredura e isso contribui para o aumento da produção”, disse ele, citando o projeto da Petrobras que prevê uma reanálise dos campos em produção na Bacia de Campos sob a nova ótica geológica. Com o projeto Varredura, a Petrobras conseguiu agregar 1 bilhão de barris as suas reservas em 2010.

Hayashi destacou que o índice de sucesso da estatal na exploração do pré-sal no Brasil tem sido excelente. A companhia vinha obtendo índice médio de 30% em outros campos, enquanto no pré-sal o índice é de 80%.

Fonte: Agência do Estado

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