Petrobras anuncia investimentos em Sergipe e intensifica campanha exploratória

Da Redação: Fonte – Agência Petrobras de Notícias

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, e os diretores de Exploração e Produção, Guilherme Estrella, e de Gás e Energia, Graça Foster, fizeram, nesta terça-feira (16/3), visita oficial ao Estado de Sergipe para anunciar a realização de uma grande campanha de perfuração exploratória em águas profundas da Bacia de Sergipe-Alagoas em 2010, a execução de obras em rodovias sergipanas e a ampliação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen). A solenidade, no Centro de Convenções de Sergipe, contou com a presença do governador de Sergipe, Marcelo Déda, empresários e lideranças locais. Os investimentos da Petrobras na área de Exploração e Produção em Sergipe somam R$ 1,5 bilhão. Na Fafen, serão US$ 131 milhões.

Gabrielli comentou a recente descoberta da Petrobras comunicada à Agência Nacional do Petróleo (ANP) da nova acumulação de petróleo leve em reservatórios na Bacia de Sergipe, após conclusão da perfuração do poço exploratório 3-PRM-12-SES, na área de Piranema, na seção pós-sal. O volume de petróleo economicamente recuperável é estimado em 15 milhões de barris. O poço exploratório foi perfurado no extremo norte da área de concessão de produção de Piranema, a cerca de 28 km do litoral do Estado de Sergipe, em profundidade de água de 800 metros. A descoberta foi realizada em reservatórios areníticos do pós-sal e está localizada a 2.693 metros de profundidade. Estimativas preliminares indicam a presença de petróleo leve (44 graus API), em reservatórios com boa espessura e excelentes condições permo-porosas, confirmadas pelos dados obtidos até o momento.

A descoberta é fruto da estratégia exploratória de intensificar os trabalhos próximos a campos em produção (PLANÓLEO), a exemplo do que foi feito nos campos de Pampo e Barracuda em 2010 e visa a aproveitar a capacidade das instalações existentes, diminuir os custos de produção e agilizar a produção de novos volumes de óleo.

Campanha de perfuração exploratória na Bacia de Sergipe-Alagoas

Piranema

O presidente da Petrobras apresentou a campanha de perfuração exploratória em águas profundas da Bacia de Sergipe-Alagoas no ano de 2010. Além da campanha exploratória, a Petrobras investirá R$ 1,5 bilhão em águas rasas e nos campos terrestres de Sergipe. Em exploração, serão investidos R$ 415 milhões.

A bacia de Sergipe-Alagoas produz em diferentes reservatórios há cerca de 50 anos. Apesar do grande número de poços perfurados na porção terrestre e mesmo na área de águas rasas, a seção de águas profundas permanece praticamente inexplorada.

Além de cumprir os compromissos assumidos nos contratos com a ANP, a campanha de 2010 tem como objetivo pesquisar diferentes alvos geológicos e em diferentes porções da Bacia, nos quais os geólogos e geofísicos identificaram boas oportunidades de perfuração. Os resultados obtidos, além da perspectiva de incorporação de volumes importantes de óleo e/ou gás na carteira da Petrobras, irão também contribuir para ampliar o conhecimento geológico e reduzir as incertezas para eventuais participações nos futuros leilões da ANP.

Em águas profundas, estão programadas as perfurações de oito poços, sendo dois no Campo de Piranema e seis situados em diferentes áreas dos blocos exploratórios denominados BM-SEAL-4, BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11, todos operados pela Petrobras. Em águas rasas e nos campos terrestres estão programadas ações como a injeção de água e revitalização do Campo de Carmópolis (US$ 700 milhões), as ampliações de injeção de água e revitalização dos campos Siririzinho (US$ 260 milhões), Riachuelo (US$ 200 milhões), em novas zonas no Campo de Piranema (US$ 280 milhões), e na injeção de água e revitalização dos Campos de Camorim e Dourado (US$ 1 bilhão), ambos em águas rasas. Os projetos de águas rasas dependem da emissão da licença ambiental.

Na história da Petrobras, é a primeira campanha exploratória desta magnitude no nordeste brasileiro.

Sondas

SONDA SS-54

A sonda SS-54 está perfurando o poço 3-PRM-12, no Campo de Piranema, desde o início de 2010. Os estudos de geologia e geofísica identificaram uma potencial acumulação situada ao Norte do campo, que, em caso de sucesso do poço, poderá ser rapidamente colocada em produção para a FPSO Sevan Piranema. No final de março de 2010, a perfuração estará concluída e a avaliação dos resultados deverá ser iniciada para estimativa do potencial.

Os resultados preliminares obtidos durante a perfuração do poço confirmam a existência de bons e espessos reservatórios. O tipo de hidrocarboneto presente, entretanto, somente poderá ser confirmado após a perfuração e avaliação.

Após a perfuração e avaliação do 3-PRM-12, será necessário realizar manutenção obrigatória na sonda. Em meados de novembro de 2010, a SS-54 retornará à Sergipe para perfurar o segundo poço, o 7-PRM-13.

SONDA NS-09

Estão programadas para 2010 as perfurações de quatro poços com a NS-09, sendo três no bloco BM-SEAL-10 (100% Petrobras) e um no bloco BM-SEAL-4 (75% Petrobras, 25% ONGC).

A campanha desta sonda terá início em abril de 2010 com a perfuração do poço 1-SES-157, localizado a 3 km a sul do Campo de Piranema. Trata-se de projeto que, em caso de descoberta, poderá, após a realização de Plano de Avaliação, ser anexado ao campo e a sua produção poderá ser escoada para a FPSO Sevan Piranema.

Em seguida a sonda será deslocada para a perfuração de um poço no bloco BM-SEAL-4. Trata-se de projeto que vai pesquisar potenciais reservatórios existentes na área.

Logo após a perfuração do poço no Bloco BM-SEAL-4, a NS-09 retornará para sul do Campo de Piranema para a perfuração de mais dois poços, o Real e o Crasto. O cronograma aponta para finalização das operações da NS-09 em dezembro de 2010.

SONDA SS-75

Estão programadas em 2010 as perfurações de dois poços com a OCEAN COURAGE, sendo um no bloco BM-SEAL-11 (60% Petrobras, 40% IBV) e outro no bloco BM-SEAL-4 (75% Petrobras, 25% ONGC).

A campanha desta sonda será iniciada em maio de 2010, com a perfuração do poço 1-SES-158, localizado no bloco BM-SEAL-11. Trata-se do projeto de melhor potencial exploratório identificado pelos geólogos e geofísicos que trabalham na área.

Em seguida a sonda será deslocada para a perfuração do poço 1-SES-156, localizada no bloco BM-SEAL-4. Trata-se de típico projeto de nova fronteira, que vai pesquisar potenciais reservatórios que foram identificados em sísmica 3D.

O cronograma aponta para finalização das operações da SS-OCEAN COURAGE em meados de agosto de 2010.

Infra-estrutura

O convênio para execução de obras de implantação, pavimentação, drenagem e sinalização de rodovias sergipanas, no valor de R$ 35.789.044,27, foi assinado com o Departamento Estadual de Infra-estrutura Rodoviária do Estado de Sergipe (DER-SE) e a Secretaria de Estado de Infra-estrutura (SEINFRA), representando o Estado de Sergipe.

Serão restauradas as rodovias SE-160 (antiga SE-102), no trecho entre os municípios de Divina Pastora e Siriri (R$ 6.434.872,00); SE-343 (antiga SE-426), no trecho entre os municípios de Rosário do Catete e General Maynard, e a restauração do acesso ao município de Rosário do Catete, no trecho da BR-101 (R$ 4.100.000,00); SE-240, nos trechos, entre a SE-100 (Jatobá) e o acesso a Santo Amaro das Brotas, entre o acesso a Santo Amaro das Brotas e a SE-341 (Maruim), entre a SE-431 e a BR-101 (Maruim), no valor de R$ 17.000.000,00; construção de ponte e reconfiguração geométrica da SE-160, no trecho do entroncamento com a SE-245 e a entrada da cidade de Riachuelo (R$ 4.2000.000,00); rejuvenescimento da pavimentação, sinalização e iluminação da rodovia SE-100, no trecho entre os municípios de Barra dos Coqueiros e Pirambu (R$ 4.054.172,27).

Petrobras planeja investir US$ 131 milhões para ampliar a produção da Fafen Sergipe

A Fafen-SE, que produz 1.250 toneladas/dia de amônia e 1800 toneladas/dia de uréia, passará a produzir também sulfato de amônio para atendimento ao mercado do Nordeste. A nova unidade será instalada dentro da Fafen-SE, em Laranjeiras, e demandará investimentos de US$ 131 milhões. A implementação está prevista no Plano de Negócios 2009-2013 da Companhia.

A decisão de produzir sulfato de amônio na fábrica de fertilizantes de Sergipe foi tomada após estudos técnicos indicarem a viabilidade do negócio. O Nordeste é grande consumidor de sulfato de amônio, mas importa aproximadamente 70% das cerca de 400 mil toneladas/ano que usa.

O sulfato de amônio é produzido a partir da reação de amônia com ácido sulfúrico. Das 1.250 toneladas de amônia produzidas pela Fafen-Sergipe, 1.024 toneladas são transformadas em uréia e 226 toneladas são excedentes. Atualmente, o excedente de amônia que não é absorvido pelo mercado da região Nordeste é vendido a consumidores do Sudeste.

O objetivo da Petrobras é processar matérias-primas disponíveis no Nordeste para serem consumidas na própria região. O ácido sulfúrico – produzido a partir do enxofre – virá de refinarias da Petrobras instaladas no Nordeste.

O excedente de 226 toneladas/dia de amônia, combinadas com o ácido sulfúrico, podem produzir 303 mil toneladas/ano de sulfato de amônio. Isso representará um acréscimo importante para reduzir a dependência do Brasil da importação do produto. O sulfato de amônio é usado como fertilizante, por exemplo, em culturas de cana-de-açúcar, milho e algodão.

Nossa Fonte: http://www.informesergipe.com.br

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Para entrar no mercado, micro e pequenas devem se cadastrar

Atualmente estão cadastradas ou em processo de cadastramento 970 empresas, sendo que o Cadastro de Fornecedores Organização Nacional da Indústria do Petróleo aceita apenas fornecedores nacionais

Beth Matias

São José dos Campos - Para participar da cadeia produtiva de petróleo e gás, pequenas e médias empresas precisam se cadastrar. O Cadflor (Cadastro de Fornecedores da Onip) é patrocinado pelas operadoras internacionais Anadarko, BG Brasil, Chevron, Devon, El Paso, Shell, Maersk, Repsol e Statoil. Entre as vantagens do cadastro, estão a possibilidade de ter acesso ao fornecimento das nove operadoras; possibilidade de fornecer para projetos fora do Brasil; pré-qualificação para cotações de bens e serviços.

Atualmente estão cadastradas ou em processo de cadastramento 970 empresas, sendo que o Cadfor aceita apenas fornecedores nacionais. Os produtos e serviços prioritários para cadastramento estão relacionados às seguintes áreas: calderaria; elétrica; mecânica; equipamentos onshore e subsea; instrumentação; equipamentos de proteção individual; construção, manutenção e reparo naval; instalações e montagens industriais; manutenção industrial; serviços logísticos; apoio marítimo e instrumentação.

Para se cadastrar a empresa precisa entrar no site da ONIP (www.onip.org.br) e acessar o cadastro do Cadfor, entrar em convite e preencher o formulário. Como resposta positiva, o cadastro enviará um link para que aconteça o primeiro acesso. São avaliados os aspectos legais, financeiros, técnicos, gerenciais e de SMS (segurança, meio Ambiente e saúde). Caso a empresa não seja aprovada, são identificadas as dificuldades ou as não-conformidades.

Outro cadastro muito utilizado pelas empresas é o da Petrobras. Ele pode ser corporativo ou local. Segundo Amaury Rediguieri, responsável pelo cadastramento da Petrobras na Bacia de Santos, o cadastro corporativo é usado principalmente em planificações técnicas ou em grandes volumes de recursos. O cadastro local vale para compras até R$ 160 mil.

Basicamente o processo é o mesmo do Cadfor, acessando o site da Petrobras (http://www.petrobras.com.br). Segundo Amaury, o processo demora cerca de 20 dias. “A Petrobras tem uma ferramenta chamada de rodízio de fornecedores para garantir maior transparência na seleção dos fornecedores nos processos de dispensa de valor”, informa.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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Petróleo e gás movimentarão US$ 195 bilhões até 2013

Operadoras nacionais e internacionais buscam novos fornecedores no interior de São Paulo

Beth Matias

José Roberto dos Santos, secretário da Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural de São Paulo

São José dos Campos – Distante da polêmica sobre a divisão dos royalties do petróleo, as empresas do setor estão se movimentando a procura de novos fornecedores locais para atender ao aumento das diferentes demandas por produtos e serviços nos próximos anos.

A previsão de investimentos de 2009 a 2013 é de US$ 195,8 bilhões, informou o superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), Alfredo Renault, durante o seminário “Oportunidades de Negócios no Setor de Petróleo e Gás”, quarta-feira (17), em São José dos Campos (SP). Somente em exploração e produção serão investidos US$ 121 bilhões.

Leia também: Para entrar no mercado, micro e pequenas devem se cadastrar.

O seminário, que reuniu cerca de 250 representantes de empresas de toda a região de São José dos Campos, é o primeiro de uma série de dez eventos que levarão as oportunidades de negócios para todo o Estado. Segundo Renault, a palavra do momento é desafio. “Temos uma perspectiva de demanda maior do que a capacidade de fornecimento para os próximos anos. Por isso, buscamos fornecedores que atuem em outras áreas, inclusive a cadeia do setor aeroespacial”.

A premissa para fornecer para a cadeia de petróleo e gás, diz o superintendente, é a qualidade e a eficiência. “Estamos buscando no interior de São Paulo estes novos players”. Um levantamento informal realizado durante o seminário mostrou que 25 pessoas da platéia já forneciam para a Petrobras. “Queremos cadastrar todas essas empresas”, diz Renault.

Para o secretário-executivo da Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural do Estado de São Paulo (Cespeg) e coordenador de Infraestrutura e Logística da Secretaria de Desenvolvimento, José Roberto dos Santos, a atividade petrolífera está se expandindo e necessita cada vez mais de novos fornecedores de diversas áreas de suprimentos. “As companhias petrolíferas até agora só conseguiram preencher 30% do cadastro de empresas nacionais”, disse.

Segundo o secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Luciano Almeida, a nacionalização da cadeia do petróleo gira em torno de 30%. “É uma nacionalização sem muito valor agregado. Precisamos mudar este indicador e aproveitar a maior oportunidade do segmento para os próximos 10 anos”.

Ao entrar no segmento, pequenas e médias empresas precisam ter em mente que a competição se dá não apenas com as empresas brasileiras mas também com as internacionais. “Uma árvore de natal possui 10 mil componentes, comprados em diversos fornecedores. Essa cadeia de suprimentos pode ser ocupada tranquilamente pelas empresas nacionais”, diz João Mariano, líder de desenvolvimento sustentável da Shell. Árvore de natal é o nome dado ao conjunto de válvulas instalado em poços de exploração de petróleo e gás. Ele aconselha as pequenas e médias empresas a procurarem os “main consctrutor”, os chamados grandes fornecedores. “Eles também vão precisar de todos os tipos de suprimentos”.

Serviço: Agência Sebrae de Notícias

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Porto de Suape vai se transformar em S/A

Medida agiliza captação de recursos, abre espaço para novos sócios e pode beneficiar polos naval e de petróleo e gás

Aires, vice-presidente de Suape: "nosso volume de carga vai ser triplicado quando a refinaria entrar em operação"

Poucos portos brasileiros sofreram transformações tão profundas nos últimos anos quanto o Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca, no estado de Pernambuco. Após quase 30 anos de ostracismo, Suape tornou-se um dos portos mais dinâmicos e modernos do País. O número de navios que atracam em seus cais praticamente dobrou nos últimos cinco anos e tende a crescer ainda mais. A previsão é que a movimentação de cargas aumente em 20% neste ano. O porto também está entre os que mais atraem empreendimentos. Neste momento, os investimentos previstos para a instalação de 37 novas empresas, entre as 100 já existentes, somam US$ 17 bilhões. Para dar suporte ao crescimento e acomodar um número ainda maior de empreendimentos no futuro, Suape buscou inspiração na Europa para também modernizar sua estrutura jurídica e acionária.

Atualmente o complexo é uma empresa pública com 100% do capital controlado pelo governo do estado de Pernambuco. A ideia em gestação é transformá-lo em sociedade anônima de capital fechado. A mudança permitirá que Suape receba sócios e passe a operar como empresa de capital misto, ainda controlada pelo estado, mas com a participação de outros sócios. Entre as empresas que já manifestaram interesse em entrar em uma eventual sociedade está a Petrobras, que tem grandes investimentos em Suape. A mudança jurídica agilizaria a contratação de empréstimos e permitiria alternativas de capitalização só liberadas a S/As, como a emissão de debêntures. “O estado não abre mão de ser o controlador do complexo”, diz Sidney Aires, vice-presidente de Suape. “Mas vamos investir num modelo diferenciado e moderno que busca flexibilizar e agilizar a capitalização de Suape.”

A fonte de inspiração para a mudança é o Porto de Rotterdam, na Holanda, o maior da Europa e um dos mais importantes do mundo. Rotterdam é uma S/A controlada pela prefeitura. Há dois anos, Rotterdam presta consultoria a Suape e neste ano entrega uma proposta para o novo plano diretor do complexo que inclui essa e outras sugestões. Se a criação da S/A vingar, Suape vai implantar no País um novo modelo para o setor. “Hoje, não existe nada parecido com isso em portos públicos brasileiros”, diz Rui Botter, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, especialista em portos.

Ímã para atrair fornecedores

A transformação de Suape em S/A busca, acima de tudo, fortalecer o projeto Suape Global – que, como nome explica, quer abrir as portas do mundo para o porto pernambucano. O projeto prevê a criação de polos de produção para as indústrias naval e de petróleo a partir de uma trinca de grandes empreendimentos: o Estaleiro Atlântico Sul, que já está construindo o primeiro navio, a Petroquímica Suape e a Refinaria Abreu Lima, os dois últimos em fase de implantação. As três empresas são consideradas “estruturadoras” – funcionam como um ímã para atrair centenas de fornecedores de insumos e de equipamentos.

A administração do porto reforçou os investimentos em infraestrutura para garantir a chegada de uma nova leva de empresas. Neste ano, a previsão é que sejam desembolsados quase R$ 800 milhões. O valor recorde é 68% superior ao aplicado em 2009. Os recursos financiam a reforma de cais e píers, a abertura de novos acessos às áreas industriais, a drenagem do leito do mar e outras obras pontuais. “Vamos formar em Pernambuco uma cadeia global de bens e serviços para as indústrias de petróleo, de gás e naval”, diz Aires. “Por isso, temos pressa em fazer investimentos e nos estruturar.”

Os benefícios do projeto Suape Global são considerados gigantescos para porto. Para se ter uma dimensão do retorno, basta analisar os efeitos de um único empreendimento: a refinaria Abreu Lima. Sozinha ela responde por US$ 12 bilhões dos US$ 17 bilhões que neste momento estão sendo investidos em Suape. No pico da obra, previsto para fevereiro de 2011, estima-se que vá gerar 20 mil postos de trabalho. Quando começar a operar, em abril de 2013, deve empregar 1500 funcionários especializados. A unidade terá capacidade de processar 280 mil barris de petróleo por dia, que serão transformados em um leque de produtos: gás de botijão, nafta petroquímica, coque e combustível para navios.

O maior diferencial, e carro chefe da linha com 70% da produção, será um tipo de diesel novo para os padrões brasileiros. “A Abreu Lima vai produzir diesel com baixo teor de enxofre a partir de petróleo pesado”, diz Marcelino Guedes Gomes, presidente da refinaria. “Além de ser ambientalmente melhor, esse diesel vai dar autossuficiência ao mercado brasileiro de diesel, hoje dependente de importações.” Computada na conta de Suape, a operação da refinaria criará um novo paradigma para os resultados. “Quando a refinaria entrar em operação, vai multiplicar por três o volume de carga em Suape”, diz Aires, vice-presidente do complexo. “A receita passará dos atuais R$ 42 milhões para R$ 200 milhões.”

Por Alexa Salomão, de Ipojuca (PE) | 05/04/2010 08:29

Fonte: Último Segundo

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Brasil precisa formar mão de obra especializada em petróleo e gás de forma acelerada

Brasil precisa formar mão de obra especializada em petróleo e gás de forma acelerada

A formação de engenheiros, técnicos e operários para a exploração de petróleo e gás é o grande desafio brasileiro para o aproveitamento das novas reservas descobertas na camada pré-sal . Esta foi a principal conclusão dos participantes da audiência pública realizada pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) na noite desta segunda-feira (29).

A audiência foi o 5º painel do ciclo de debates Agenda Desafio 2009-2015 – Recursos Humanos para Inovação e Competitividade, proposta pelo presidente da Comissão, senador Fernando Collor (PTB-AL). O painel teve como título “Desafios, necessidades e perspectivas na formação e capacitação de recursos humanos para exploração, refino e distribuição dos produtos existentes nas reservas petrolíferas do pré-sal”.

O primeiro a se manifestar foi o presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto. Ele afirmou que a metodologia utilizada pelo governo brasileiro para a formação dos recursos humanos necessários à exploração do petróleo do pré-sal é diferente da usual. Segundo ele, a partir do projeto estabelecido, o país tem procurado adequar a formação da mão de obra necessária, em tempo hábil.

Lima Neto também salientou a necessidade de se reforçar a expertise de empresas de engenharia no Brasil. Ele disse que o país já teve grandes e competentes empresas de engenharia, mas a atuação e competência dessas empresas foram diminuindo ao longo dos anos.

Em seguida falou Marcelo Taulois, diretor-presidente da Aker Solutions do Brasil, uma multinacional de origem norueguesa. Ele falou da grande dificuldade da empresa em obter mão de obra qualificada. Segundo ele, um engenheiro recém-formado leva cinco anos para ser preparado para atuar neste mercado.

A empresa, que tinha 350 funcionários em 2007, hoje conta com 850 e pretende chegar a pelo menos 1,2 mil em 2012. Taulois afirmou que 4% dos custos com funcionários da empresa no Brasil é gasto em treinamento, fato sem similar em suas filiais em outros países.

- A demanda é muito maior do que qualquer pessoa aqui imagina – sentenciou, estimando que 200 mil novos profissionais terão de ser qualificados nos próximos dois anos.

Outro problema enfatizado por Taulois diz respeito aos fornecedores. Segundo ele, a Aker Solutions do Brasil tem um grupo de 16 engenheiros para ensinar aos fornecedores – são 78 no total – como elaborar os produtos necessários à empresa, que fabrica, entre outras coisas, a máquina que fica no fundo do mar abrindo e fechando válvulas dos diversos postos explorados.

Gestores

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), Luiz Fernando Santos Reis, salientou a necessidade de se formar gestores. Segundo ele, falta capacidade gerencial em todos os níveis.

De acordo com Santos Reis, o Brasil forma anualmente 23 mil engenheiros, contra 80 mil na Coreia do Sul e 200 mil na India. Enquanto no Brasil há seis engenheiros para cada grupo de 100 mil habitantes, a média dos países desenvolvidos se situa entre 12 e 24. Já entre os países em desenvolvimento, como o Brasil, esta média é ainda maior, situando-se entre 18 e 30 engenheiros para cada 100 mil habitantes.

O presidente do Sinicom afirmou que o Brasil irá dobrar, até 2020, o número de plataformas para exploração de petróleo, que hoje somam 171. Ele lembrou que a tecnologia da exploração do pré-sal ainda está para ser construída, lembrando que o trabalho irá se deparar com condições de temperatura e pressão ainda ignoradas.

Por fim falou o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Nelson Narciso Filho. Ele enfatizou a atuação da agência no fomento de programas de formação de mão de obra.

De acordo com Narciso Filho, os recursos estabelecidos em lei para a formação dessa mão de obra possibilitaram o lançamento de quatro editais, que totalizaram 46 programas com tal propósito. O último edital, lançado ano passado, teve 42 propostas, das quais dez se transformaram em programas.

Desde 1999, foram ofertadas 4,3 mil bolsas de estudos, a um custo de R$ 184,3 milhões. Embora não fosse o alvo inicial do projeto, afirmou que foram feitos “investimentos maciços” em infraestrutura laboratorial, uma vez que as escolas não tinham recursos para isso. Dos 515 projetos, 504 foram aplicados em investimento laboratorial, a um custo de R$ 1,36 bilhão. Outros 264 milhões foram utilizados no Programa de Mobilização da Indústria do Petróleo (Prominp).

Narciso Filho enfatizou a necessidade de se fortalecer o vínculo entre academia, governo e empresas privadas, para o desenvolvimento dos recursos humanos necessários à nova fase em que entrará o Brasil, na exploração do petróleo.
Ele também enfatizou a necessidade da formação de gestores que, a seu ver, é colocada como preocupação secundária.

A necessidade do fortalecimento desse vínculo entre governo, empresas e escolas foi também assinalada pelo presidente da comissão. Fernando Collor afirmou também que, mais uma vez, um painel realizado pela comissão conclui pela carência de mão de obra especializada, notadamente na área de engenharia. Ele lamentou que, para cada 100 alunos dos cursos de engenharia, apenas 30 chegam ao final do curso habilitados para exercerem algum trabalho. O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) disse que o painel desta segunda-feira foi “um grande alerta à sociedade brasileira”.

Fonte: José Paulo Tupynambá / Agência Senado

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Rio Oil & Gas 2010

O evento

Principal evento de Petróleo e Gás da América Latina, a Rio Oil & Gas Expo and Conference é realizada a cada dois anos no Centro de Convenções do Riocentro, Rio de Janeiro.

Desde sua primeira edição, em 1982, a feira e conferência vêm colaborando na consolidação do Rio de Janeiro como “capital do petróleo”, já que o estado concentra 80% de todo o óleo produzido no país, além de 50% da produção de gás. A Exposição é uma importante vitrine para as empresas nacionais e estrangeiras apresentarem seus produtos e serviços, bem como, a conferência dá a oportunidade de discussão sobre os principais temas relativos às inovações tecnológicas.

Data

  • 13 a 16 de setembro de 2010

Programação

Local

  • Riocentro – Centro de Convenções do RJ
    Av. Salvador Allende, 6555 – Barra da Tijuca
    22780-160 – Rio de Janeiro – RJ
  • O Riocentro é o maior centro de feiras e exposições do Rio de Janeiro e da América Latina, com aproximadamente 100.000 m² de área, aliados a 22.500m² de área contínua para exposições ao ar livre e que oferece as seguintes facilidades: cinco pavilhões, estacionamento para cinco mil veículos e atendimento de pronto-socorro.
  • Riocentro

Horário de Funcionamento

  • Feira – Segunda à quinta-feira, das 12h às 20h
  • Conferência – Segunda à quinta-feira das 9h às 18h

Ônibus

Informações Importantes

Visitantes para a Exposição

Inscrição Gratuita:

  • Profissionais do Setor.
    Será necessário apresentar cartão de visita ou crachá funcional com foto.
  • Estudante de Nível Superior
    Apresentar declaração da Instituição de Ensino ou boleto de pagamento recente / maiores de 18 anos)
  • Estudante de Nível Técnico
    Acesso permitido somente no dia 16 de setembro. Apresentar declaração da Instituição de Ensino ou boleto de pagamento recente / maiores de 18 anos)

Inscrição Paga:

  • Para os que não se enquadram nas categorias acima, os ingressos poderão ser adquiridos diretamente no local do evento ao valor de R$ 100,00.

Importante:

  • Essa inscrição é válida apenas para acesso à Exposição;
  • O evento destina-se exclusivamente aos profissionais do setor, sendo proibido o ingresso de menores de 16 anos, mesmo acompanhado dos responsáveis.
  • O horário de funcionamento da exposição será de 13 a 16 de setembro, das 12h às 20h.
  • Não será permitido o uso de bermudas e chinelos.

Telefones Úteis

Como Participar

Conferência

Apresentação dos Trabalhos

A Rio Oil & Gas Conference será realizada em paralelo à feira, no período de 13 a 16 de setembro de 2010, no Pavilhão 5 do Riocentro, no Rio de Janeiro. Este é o principal fórum da indústria de petróleo, organizado a cada dois anos, que reúne profissionais e executivos do setor em busca de conhecimento das novas tecnologias e práticas de gestão na área de petróleo e gás. A programação da Conferência incluirá apresentações de sessões técnicas (oral/poster), painéis e conferências plenárias.

Acesse o temário da conferência

Sessões Técnicas

  • Apresentação Oral
    São sessões para apresentações formais de trabalhos de natureza técnica ou econômica, de interesse geral a uma grande audiência.
  • Apresentação Poster
    Estas sessões propiciarão um fórum informal para contato direto entre os autores e congressistas nos assuntos técnicos de enfoque específico. Poderão ser assuntos com temas científicos ou tópicos de tecnologia de ponta que são de grande interesse, porém voltados para um público distinto.
  • Idioma
    Os idiomas do evento são: Português ou Inglês. Será disponibilizada tradução simultânea do português para o inglês e vice-versa.
  • Nota 1
    A seleção dos trabalhos será baseada na análise das sinopses recebidas. Portanto, a sinopse deverá retratar corretamente o conteúdo do trabalho. Observamos que o Comitê Técnico reserva-se ao direito de recusar o trabalho final caso esteja em desacordo com a sinopse encaminhada.
  • Nota 2
    Os autores deverão optar pela forma de apresentação do trabalho (oral/poster). A decisão final, no entanto, será definida pelo Comitê Técnico, soberano em sua decisão.

( mais informações )

Exposição

A próxima edição da mais tradicional feira de óleo e gás da América Latina, a Rio Oil & Gas Expo and Conference, será realizada de 13 a 16 de setembro de 2010, no Riocentro, Rio de Janeiro.

Os olhos da indústria global estarão fixados no Rio de Janeiro em setembro de 2010, e sem dúvida esta será um grande oportunidade de agregar valor e oportunidade para a sua empresa, reforçando a sua imagem no mercado internacional.

Este ano em decorrência da grande procura e ao elevado número de empresas que ficariam de fora da exposição, o IBP estará disponibilizando Tendas anexas aos pavilhões.

Maiores Informações

Para maiores informações acesse: http://www.ibp.org.br

Fonte: http://www.ibp.org.br

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Brasil caminha para se tornar petropotência, diz Washington Post

Petrobras é 'ícone nacional', observa jornal americano

Uma reportagem publicada nesta segunda-feira no jornal americano Washington Post afirma que o Brasil se encaminha para se tornar uma “petropotência”.

Intitulado “Brasil se prepara para extração maciça de petróleo”, o artigo faz, no entanto, a ressalva de que os desafios envolvendo o desenvolvimento do pré-sal são tão gigantescos quanto a tarefa em si.

“Tudo neste estaleiro é colossal”, escreve o repórter, durante uma visita a uma das infraestruturas da Petrobras em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. “Os 4 mil trabalhadores, os bilhões aplicados em custos de capital, as plataformas com altura de um prédio de dez andares inconclusas.”

“Assim também é o desafio que enfrenta a estatal brasileira de energia, a Petrobras: desenvolver um grupo de campos de petróleo recém-descobertos em mar profundo que, segundo analistas de energia, catapultarão o país para o ranking das petropotências.”

A reportagem cita estimativas da Petrobras, de que o país poderia chegar a 2020 com uma produção de 3,9 milhões de barris de petróleo por dia, praticamente o dobro do volume de 2 milhões de barris atualmente.

As reservas comprovadas de petróleo podem passar dos atuais 14,4 bilhões de barris para mais de 30 bilhões de barris, diz o texto.

“Em uma era de oferta reduzida, as descobertas na costa brasileira e o aumento da envergadura da Petrobras estão mudando o equilíbrio petroleiro do mundo”, diz a matéria.

O artigo lembra que a estatal “permanece firmemente sob o controle do Estado, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratando-a como um ícone nacional, cujo futuro está entrelaçado com o do Brasil”.

“Apesar do otimismo que os dirigentes da Petrobras demonstram para os visitantes, eles listam os desafios: perfurar a camada de sal a 6,5 mil pés e operar campos que estão tão longe da costa que só podem ser alcançados de helicóptero”, diz o texto.

Além disso, a reportagem cita a associação de petroleiras estrangeiras que operam no Brasil. O grupo critica o que considera um excessivo posicionamento da Petrobras nos campos do pré-sal, afirmando que o quinhão estatal nos projetos corre o risco de “limitar o desenvolvimento” deles.

Fonte: BBC Brasil

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Giuseppe Bacoccoli: o maestro do petróleo

Bacoccoli1

Nascido na Itália, em 1941, o pesquisador da Coppe, Giuseppe Bacoccoli, se mudou para o Brasil com sua família, em 1957, acompanhando seu pai que era engenheiro e veio trabalhar no Rio de Janeiro. Naturalizou-se brasileiro, em 1969, e atuou por 34 anos na Petrobras. Na Coppe, ingressou no ano 2000, no Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce). O pesquisador, um dos maiores especialistas do país em exploração e produção de petróleo e gás, revelou -se um dedicado mestre. Adorava discutir com seus alunos projetos e estudos que resultariam em teses de doutorado e dissertações de mestrado. Afinal, tudo envolvia o seu tema favorito: o petróleo.

No ano passado, lançou seu primeiro e único livro, O Dia do Dragão, uma autobiografia que conta a história e as experiências por ele vivenciadas. Na obra, Bacoccoli analisou de forma minuciosa e reflexiva o “mundo” do petróleo, retratando os fatos mais marcantes por ele vivenciados, deixando um importante legado sobre o tema para futuras gerações. Em ‘O Dia do Dragão: Ciência, Arte e Realidade no Mundo do Petróleo’, o autor apresenta casos antológicos: alguns curiosos, outros históricos, todos marcantes, fruto de sua vida profissional.

Pioneiro, participou da exploração dos primeiros campos de petróleo no mar

Bacoccoli começou a se interessar pelo tema petróleo, aos 23 anos, num estágio de verão na Petrobras, em 1964, na Bahia. No final do ano concluiria o curso de Geologia pela UFRJ. Nunca tinha cogitado em atuar na área petrolífera, mas depois desse estágio
Bacoccoli

ficou literalmente apaixonado pelo trabalho de “correr atrás de petróleo”. No ano seguinte, ingressou na Petrobras, por meio de concurso público, e foi parar exatamente na Bahia, onde permaneceu três anos e meio. Bacoccoli passava a maior parte do seu tempo em trabalho de campo, na Bacia de Tucano, no Recôncavo Baiano, atuando em sondagem e exploração. Em seguida, acompanhou a abertura dos primeiros poços do Espírito Santo.

Nos anos de 1967 e 1968, começaram as atividades da Petrobras no mar. A empresa criou um órgão especial, que mais tarde fora extinto, denominado Seplal (Serviço Especial da Plataforma Continental). Bacoccoli disse em entrevista ao Planeta Coppe que teve a honra de ser um dos primeiros profissionais a ser selecionado para atuar no novo órgão.

“Era um negócio diferente, não se sabia como trabalhar no mar. Os técnicos foram escolhidos a dedo, alguns engenheiros, geólogos e geofísicos, poucos, muito poucos, para serem treinados para começar a trabalhar no mar. E nessa primeira chamada, fui convocado para trabalhar no Rio de Janeiro, junto com alguns colegas, engenheiros, geólogos e geofísicos, o que para mim foi uma satisfação porque eu retornava ao lugar onde tinha minha família, meus amigos, e tudo mais. Retornava ao Rio, onde havia estudado. Retornei então para trabalhar no mar” disse o pesquisador. Bacoccolli trabalhou no primeiro poço em mar no Brasil, perfurado em junho de 1968, no Espírito Santo, pela Vinegarroon. Acompanhou a operação desde o início.

“Trabalhei no primeiro poço no mar. O segundo foi o de Sergipe, perfurado pela Petrobras 1. Trabalhar nesse poço era um negócio diferente. Primeiro, porque sabíamos muito pouco. Depois, só se falava inglês a bordo da plataforma: todo mundo era americano. Os operários eram texanos, os engenheiros eram americanos, tinha um engenheiro da Petrobras, um geólogo da Petrobras… não tinha helicóptero. A viagem era feita de barco, em umas lanchas. Uma viagem horrível. A gente saía de Vitória e levávamos oito horas de lancha. No início parecia até gostoso, mas quando o mar estava revolto, todo mundo enjoava, passava mal, era terrível”, relembrou Bacoccoli.

Bacoccoli coordenou o Plano Qüinqüenal de Exploração, que vigorou de 1980 a 1985, e foi criado para solucionar o problema do aumento do preço do petróleo, que começou com a crise iniciada em 1979. O país precisava produzir mais petróleo para substituir o caro petróleo importado. O Plano do governo tinha como meta chegar em 1985 com 500 mil barris por dia. De acordo com o pesquisador, em 1980 a produção brasileira era de 200 mil barris.
“Chegar a 500 mil barris era um senhor salto, envolvia tecnologia e investimento. Elaborei e acompanhei o plano. Ele foi cumprido, a muito custo, com um investimento muito alto. No final de 84 já estávamos produzindo 500 mil barris por dia, coisa que ninguém acreditava que pudéssemos fazer. Foi o primeiro salto de escala. Uma verdadeira operação de guerra”, relatou.

Em 2007, quando foi anunciada a primeira grande descoberta de reserva de petróleo e gás na camada do pré-sal, o pesquisador da Coppe foi um dos profissionais mais requisitados para falar sobre a viabilidade técnica da exploração e sobre os desafios tecnológicos do setor. Não poupou palavras e se manteve otimista. Costumava dizer que era grande o desafio, embora menor que o do passado. Acreditava na competência da Petrobras e na tecnologia brasileira.

Casado com Joana Bacoccoli, com quem teve duas filhas, Carolina e Letícia, Giuseppe Bacoccoli faleceu dia 18 de novembro, aos 68 anos.

Fonte: Planeta Coppe

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Convênio fortalece as MPEs de petróleo e gás

 Projeto realizado pelo Sebrae e Petrobras visa integrar os atores desta cadeia produtiva e fortalecer os Arranjos Produtivos Locais
Integrar o cadastro de fornecedores da Petrobras é uma das metas de milhares de micro e pequenas empresas (MPEs) do Brasil. No entanto, o grande desafio para isso é atender às rigorosas exigências para aproveitar as oportunidades geradas através dos arrojados investimentos, nacionais e internacionais, previstos para o setor de petróleo, gás e energia nos próximos anos.
Com o objetivo de apoiar essas empresas de pequeno porte, foi assinado, em outubro de 2004, um convênio entre Petrobras e Sebrae. Através dessa iniciativa foram realizadas ações de capacitação e qualificação de empresas em todo o Brasil, diagnóstico de oportunidades de negócios com o perfil das micro e pequenas empresas e mobilização de grandes empresas contratantes.

Histórico do Projeto
A meta inicial da parceria era elevar o volume de negócios entre as MPEs e as grandes empresas do setor, com ênfase na Petrobras. Com essa finalidade foram implantadaos projetos em 12 estados (AL, AM, BA, CE, ES, MG, PR, RJ, RS, RN, SE e SP), promovendo a integração entre os diversos atores da cadeia produtiva e fortalecendo os Arranjos Produtivos Locais (APL) de petróleo e gás.

Tais projetos geraram conhecimento, boas práticas e foram além da meta inicial. Na primeira etapa do convênio, 2.207 empresas foram qualificadas e 6.300 empresas participaram de seminários, capacitações e consultorias. Foram realizados também diagnósticos das cadeias produtivas locais em nove estados (CE, RN, AL, SE, BA, ES, MG, PR e RS) e nos municípios de Campos e Duque de Caxias, ambos no estado do Rio de Janeiro.

Cooperação em alta
Um dos resultados mais importantes desse convênio foi a formação das Redes Petro. Essas redes de cooperação surgiram para articular as empresas participantes dos projetos, aumentando a sua visibilidade e representatividade dentro do setor.

Com isso, o relacionamento com a Petrobras se tornou mais fácil e oportunidades de negócios passaram a ser compartilhadas entre os integrantes das redes. A Rede Petro RS foi a pioneira e se tornou referência para as demais. Atualmente, são 14 Redes Petro nos 12 estados integrantes do convênio.

Além disso, os resultados do primeiro convênio demonstraram que grandes empresas de setores econômicos vigorosos e consolidados, como o de Petróleo e Gás, podem ser excelentes âncoras para o desenvolvimento nacional e local, particularmente quando interagem com redes de micro e pequenas empresas.

Próxima Etapa
A parceria foi renovada com a assinatura de um novo convênio no dia 20 de junho de 2008 e trouxe como novidade a implementação de um programa de apoio ao desenvolvimento tecnológico e  fomento à inovação nas MPEs da cadeia produtiva do petróleo, gás e energia.

Diagnósticos locais e levantamentos de oportunidades de negócios continuarão a ser realizados nos polos e APLs do setor. O fortalecimento da governança local das Redes Petro e dos APLs também  será  um dos objetivos dessa nova etapa.

Com a renovação, mais dois estados (PE e SC) serão contemplados, o número de empresas beneficiadas será ampliado e novas ações de capacitação serão realizadas, com um enfoque especial para a adequação das MPEs às regras de saúde, meio ambiente e segurança no trabalho.

Os novos projetos serão desenvolvidos com foco em quatro temas estratégicos:

  • Inteligência Competitiva
  • Cultura da Cooperação
  • Desenvolvimento de Fornecedores e Inovação
  • Acesso ao Mercado

Fonte: SEBRAE – Petróleo e Gás

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PetroNor 2009

Apresentação | Presentation

Petronor 2009 cobre toda a cadeia produtiva através de 05 mesas redondas que abordam assuntos atuais do interesse do setor de petróleo e gás do Norte e Nordeste do país.
Petronor 2009 covers the whole oil & gas industry chain through 5 round tables on critical topics for the Brazilian North and Northeast regions.

Em paralelo acontece a Feira que mostra o potencial supridor da região, além de possibilitar a interação entre empresas, público especializado, instituições e estudantes.
The parallel Exhibition shows regional potential supply, and promotes interaction between companies, specialized public, institutions, and students.

Enfim, a Rodada de Negócios prevê mais de 500 encontros entre empresas fornecedoras locais e empresas compradoras atuantes nos segmentos upstream e downstream.
Finally, the Business Road foresees more than 500 meetings between supply companies and buying companies from both upstream and downstream sectors.

Público Alvo | Target Audience

Empresas concessionárias | Oil companies
Empresas fornecedoras de bens e serviços / Suppliers and service companies
Governo Federal e Estaduais / Federal and State Governments
Associações de classe / Trade associations
Universidades, centros de pesquisa e FAPs / Universities and research centres

Click aqui para ver a programação completa

Data e Local | Date and Location

Data: 19 e 20 de Novembro de 2009
Date: November 19 & 20, 2009

Local: Auditório da Universidade UNIVERSO
Av. Antônio Carlos Magalhães, 2728 – Pituba
Salvador | Bahia | Brasil
Location : UNIVERSO Auditorium
Av. Antônio Carlos Magalhães, 2728 – Pituba
Salvador | Bahia | Brazil

Inscrições | Registration

As inscrições podem ser feitas através do e-mail contato@redepetrobahia.org.br

Clique aqui para fazer o download da ficha de inscrição para a Rodada de Negócios
Click here to download registration form for the Business Road

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